ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 14/10/2018

A precariedade no sistema educacional brasileiro mostra-se ainda mais acentuada diante da educação de indivíduos com deficiências, sejam elas físicas, cognitivas ou sensoriais. Apesar do estabelecimento do direito de todos à educação de qualidade, presente na Constituição, a questão apresenta sérios desafios. O caso da formação de surdos traz problemas desde a falta de recursos até a discriminação e o preconceito. Diferentemente da população com deficiências físicas, a qual vem ganhando representatividade e espaço no mercado de trabalho, estes deficientes sensoriais ainda não conquistaram seus devidos direitos.

Um dos principais problemas localiza-se na adaptação de profissionais -principalmente professores- das redes públicas e privadas ao Sistema Braille (Libras). A capacitação dessas pessoas é essencial para a inclusão dos surdos desde o sistema primário de ensino. Como também previsto por Lei, tecnologias devem assistir a comunicação. Desta maneira, tornar-se-ão necessárias medidas de escolas, creches e universidades.

Ademais, caracteriza-se também como um obstáculo casos de intolerâncias -como o bullying- para com as diferenças. A mentalidade preconceituosa está muito presente na cultura brasileira, e é preciso combatê-la. A desconstrução da ideia de incapacidade e inferioridade dos deficientes pelo senso comum torna-se possível através da representatividade e da reeducação dos indivíduos. Como exemplificada no filme “A teoria de tudo”, sobre a história do físico Stephen Hawking, vítima de uma doença que afetou vários de seus sistemas, o sucesso profissional e na formação dos deficientes é possível.

Para solucionar as referidas questões, cabe ao Governo fazer investimentos na educação pública, a fim de torná-la inclusiva e aumentar sua qualidade, por meio da capacitação de seus funcionários e da garantia de uso da tecnologia e outros materiais necessários. A sociedade em geral, incluindo a família, deve lutar para garantir a equidade e então justiça social, através da erradicação de preconceitos e outros paradigmas.