ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 16/10/2018
Desde os processos denominados “revoluções industriais” e a ascensão do capitalismo, o mundo vem priorizando produtos e mercado em detrimento de valores humanos essenciais. Refletindo a respeito de desafios para a formação educacional dos surdos no Brasil, é possível afirmar que no século XXI, a problemática ocorre em virtude de dois fenômenos evidentes: a falta de recursos, acompanhada pelo preconceito social nas escolas. Dessa maneira, faz-se indispensável uma cautelosa discussão, a fim de enfrentar essa nova realidade.
A princípio, torna-se possível perceber que, no Brasil os poucos recursos, como uma das principais adversidades. Visto que, na grade curricular das escolas não possui o ensino de Libras, tornando-se um impasse tanto para os surdos, quanto para os demais alunos, que não sabem como abordar o indivíduo com tal deficiência. Em suma, é prejudicial, pois o aluno que possui limitações deixa de aprender e adquirir conhecimentos que só nas escolas são adquiridos.
Desse modo, não apenas a insuficiência de auxílio aos surdos nas escolas, como também o preconceito vindo de seus colegas, como impulsionador do problema. Nota-se, que na Grécia Antiga as limitações físicas eram consideradas como punição divina, sendo assim, as pessoas que possuíam deficiência ficavam excluídas da população. Seguindo essa linha de pensamento, verifica-se que nas escolas por raramente ter alunos com deficiência auditiva nas salas de aula, quando isso acontece causa estranheza aos demais alunos, acarretando em exclusão e preconceito pelos demais. Por consequência é nocivo, pois se corrobora para a exclusão social entre indivíduos.
À vista disso, fica claro que ainda há entraves para assegurar a construção de um mundo melhor. Destarte, faz-se imprescindível que o Poder Judiciário, implante nas escolas, o ensino de Libras para que todos os direitos de estudo aos surdos sejam efetivos e assim eles possam ter contato com os demais alunos. Conforme já dito pelo ativista Nelson Mandela, educação é capaz de mudar o mundo. Logo, o Ministério da Educação (MEC) deve instituir, na sociedade civil, como familiares, estudantes, conferências culturais gratuitas, em praças públicas, ministradas por psicólogos, que discutam o combate ao preconceito com os deficientes, explicitando a igualdade entre cidadãos, de forma que o tecido social se desprenda de certos tabus e não caminhe para um futuro degradante.