ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 16/10/2018
Dados do Inep mostram que, entre 2012 e 2016, as matrículas de surdos no ensino básico decresceram consideravelmente. Isso evidencia o desafio enfrentado pelo Brasil para assegurar educação de qualidade a esse grupo, que sucumbe à falta de políticas públicas abrangentes e incentivadoras do progresso na educação e profissionalização, bem como enfrentam uma visão social inferiorizante, que os marginaliza e desintegra.
Primeiramente, é valido salientar que a Lei 13.146, esclarece sobre a obrigatoriedade do Estado de garantir o ensino inclusivo, bem como promover o sucesso deste por meio do acompanhamento, do incentivo e da avaliação. Todavia, na prática, o que se vê é a pouca abrangência da língua de sinais entre os setores da sociedade, escolas despreparadas para atender aos deficientes e, consequentemente, menor atuação deste grupo no mercado de trabalho. A ausência do governo na resolução dessas questões colabora para o repudiante isolamento da classe em questão.
Além disso, o artigo 27 da mesma Lei (13.146) estabelece a responsabilidade dessa educação também à escola e à sociedade. A legislação é contrariada, entretanto, nos despreparados ambientes de ensino, que não conseguem ter sucesso na educação inclusiva e, consequentemente, na discriminação social, gerada pela falta do ensino. Tudo isso colabora para afastar o país da igualdade civil, defendida por filósofos iluministas, como Jean Jacques Rosseau.
Portanto, urge a ação do poder público, bem como da escola para resolver a problemática. O MEC deve, por uma reforma curricular, estabelecer o ensino de Libras em todas as escolas, além de enviar recursos para instituições como a APAE, que propiciam a profissionalização e inserção de deficientes no mercado de trabalho. Além disso, as escolas devem promover aulas e seminários que discutam o respeito à diferença e a importância do aprendizados da Libras, fortalecendo, assim, a aceitação, o diálogo e a inclusão dessa minoria.