ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 19/10/2018
Na obra " Entre quatro paredes “, do filósofo Jean-Paul Sartre, o protagonista Garcin declara: " o inferno são os outros “. Desse modo, destaca sua insatisfação em conviver socialmente, vista a multiplicidade notória de idiossincrasias humanas respaldadas na intolerância. Logo, esse contexto se reflete no âmbito educacional dos surdos no Brasil. Entrementes, essa problemática possui firmes sustentáculos no exercício exíguo da dialética e preconceitos.
De acordo com o sociólogo Pierre Bourdieu, as estruturas sociais são incorporadas inconscientemente no indivíduo. Portanto, exprime-ese a ideia que o meio influencia. Nesse ínterim, a falta de profissionais especializados na área, infraestrutura nas escola - livros em braile - e ensino com eficácia da língua de sinais, por conseguinte, colabora-se para a dificuldade em discutir esse tema, devido a baixa participação nessa área e consequentemente, diminuindo as chances de emprego. Dessa forma, contraria-se o pensamento do filósofo Thomas Hobbes, em que o Estado deve garantir o bem-estar de todos.
Outrossim, muitas pessoas associam a incapacidade auditiva e de fala com impossibilidade de realizar tarefas escolares ou esportes, assim, colaborando para o preconceito. Contudo, a Paraolímpiadas, demonstra a capacidade de atletas com inúmeras dificuldades, sendo campeões. Dessa forma, auxilia-se para o combate à preconceitos, que algumas vezes são realizados em ambiente de trabalho - exclusão e não contratação - e no escolar.
Em suma, medidas devem ser realizadas para amenizar esses fatos. Destarte, cabe ao Ministério da Educação intensificar os modelos de inclusão nas escolas dos pais, como cursos de livras para os docentes, melhora nas infraestruturas - lousas digitais -, incentivo ao esporte - corrida. Ademais, o Poder legislativo deve formular leis que viabilizam a ascensão ao mercado de trabalho - com cotas, documentos em braile e computadores adaptados. Além disso, também, ONGs devem, ministrar palestras e aulas em centros comunitários e escolas, com o fito de diminuir os preconceitos, melhorar a educação e aumentar o acesso ao trabalho.