ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 20/10/2018

Atualmente, no Brasil, surdos são obrigados a passarem por situações precárias de ensino, principalmente por não existir um número abundante de professores que sejam aptos a ensiná-los, ou seja, profissionais que saibam a linguagem de sinais (libras). Talvez esse seja o maior obstáculo enfrentado por eles. Outro empecilho é a falta de interação com os colegas de classe, tornando-se assim um aluno excluído, visto também que hoje em dia não é comum achar alunos que compreendam e saibam utilizar as libras.

A falta de professores aptos a ensinar utilizando o método da linguagem brasileira de sinais torna o aprendizado bastante complicado para o aluno surdo que, mesmo se formando enfrentam uma nova barreira: o ingresso no mercado de trabalho. É quase impossível um surdo, com mesma capacidade de uma pessoa sadia, ingressar numa empresa, pois sua deficiência o impede de se comunicar com outros funcionários que não saibam a linguagem de sinais, ou seja, vai muito mais a pena a contratação de funcionários saudáveis que deficientes.

A exclusão dos surdos na sociedade não é um assunto novo, nos tempos antigos eles eram desprovidos de direitos, bestializados, abandonados, ou seja, o preconceito com os deficientes auditivos não é de hoje, entretanto até os dias atuais esse preconceito não foi vencido. Voltando ao cenário escolar, essa indiferença torna seu estudo mais difícil, pela pressão, pelo tratamento específico a ele, pela exclusão das atividades escolares.

Conclui-se então que o governo deveria exigir na formação de professores uma especialização em libras, assim como construir escolas que atendam esses alunos de forma específica e que trabalhe com os outros alunos a questão da inclusão social, também implantar uma matéria opcional de libras. Também seria interessante o governo criar uma lei que obrigasse a empresas a abrir vagas para deficientes (entre eles os surdos) em setores específicos.