ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 22/10/2018
A Constituição Federal de 1988 garante educação inclusiva e aprendizado ao longo de toda a vida dos indivíduos. No entanto, quando se observam os desafios para a formação educacional de surdos no Brasil, atualmente, verifica-se que o direito à educação é tido na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste, principalmente, por falta de engajamento político da sociedade. Diante disso, convém analisar as causas e as formas de combate à exclusão.
Para Arthur Schopenhauer, filósofo alemão, o indivíduo toma seu campo de visão como limite do mundo. Dessa forma, a maior parte da população brasileira tende a não se envolver politicamente por não necessitar de políticas inclusivas. Logo, faz-se necessária uma reforma na educação para que minorias, como os surdos, não sofram por uma má formação socioeducacional.
Ademais, o desinteresse de grande parte da sociedade pelo bem-estar de minorias configura quebra do contrato social. Segundo o contratualista Thomas Hobbes, para que haja harmonia entre os indivíduos, no Estado, é necessário um acordo de forma que todos cooperem para o bem comum. Assim, por indiferença, as menores parcelas do conjunto, sobretudo a de surdos, é prejudicada quanto ao exercício de seus direitos, como o de receber educação de qualidade e de trabalhar.
Fica evidente, portanto, que a falta de empatia da sociedade é um entrave para a resolução da problemática. Destarte, cabe ao Ministério da Educação (MEC) implantar, nas escolas, palestras, oficinas e teatros que discutam a importância da participação social no respeito à diversidade e na conquista e preservação de direitos. Desse modo, com a participação dos alunos e das famílias, a construção de um sistema educacional inclusivo será uma realidade.