ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 24/10/2018
A falta de inclusão educacional aos deficientes auditivos não é um problema recente. Durante o Brasil Império pessoas com deficiência eram restringidas da sociedade, assim, criada por Dom Pedro Segundo, a primeira escola de educação voltada à meninos surdos, no Rio de Janeiro. Atualmente, o desafio na formação de conhecimento e educação de excelência ao deficiente persiste no país e tais obstáculos precisam ser combatidos, seja pela formação de uma mentalidade social, seja pela realização de melhorias em prol à população surda.
O preconceito é o principal entrave para a inclusão do surdo reger nas instituições de ensino e a discriminação ser erradicada no meio social. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar dotada da exterioridade, generalidade e coercitividade. Dessa forma, segundo essa linha de raciocínio, a pouca inclusão assemelha-se no princípio do autor, uma vez que, se uma criança ou adolescente vive em uma família regida pela negligência perante o deficiente, esse indivíduo em formação pode vir a praticar hábitos de exclusão no âmbito escolar e, mais tarde, transmiti-los de geração em geração. Consequentemente o espaço de ensino torna-se desagradável ao surdo, sendo muitas vezes, vítima de violência física e psicológica.
No filme “Hoje eu quero voltar sozinho”-2014, o protagonista Léo, estudante de 17 anos e deficiente físico enfrenta diversas dificuldades da inclusão e rejeições na escola durante a trama. Saindo das telas, essa realidade é presente no cotidiano de muitos deficientes auditivos, de forma que, o apoio e incentivo por parte das instituições de ensino são pouco presentes e inoperantes. Por conseguinte, escolas e universidades carecem de estrutura e materiais didáticos com a finalidade de incentivar o acompanhamento necessário e a formação de qualidade no aprendizado do jovem portador de tal deficiência.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Segundo Helen Keller, ativista social americana “O resultado mais sublime da educação é a tolerância”. Assim sendo, cabe ao Ministério da educação e Cultura-MEC, em parceria com instituições de aprendizado realizar palestras ministradas por pedagogos e dinâmicas em grupo com pais e filhos a fim de conscientizar todas as gerações acerca da contrariedade. Ademais, cabe ao governo federal disponibilizar maior parte de subsídios às escolas necessitadas de apoio, com a finalidade de garantir e desenvolver formas institucionalizadas de educação e propagar a Libras como meio de comunicação no meio escolar. Dessa maneira, o desafio na formação educacional de surdos deixará de ser uma veracidade e o Brasil será mais tolerante e incluso.