ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 24/10/2018
Na sociedade contemporânea, os desdobramentos em torno dos diversos desafios enfrentados na educação de deficientes auditivos são, até para os olhares pouco atentos, um dos impasses mais dramáticos do atual corpo social. O Artigo 6º da Constituição Federal garante por direito ao cidadão a acessibilidade a educação, assim, é necessário uma atenção peculiar a três vertentes fundamentais: melhor adaptação de surdos em escolas, intolerância no mercado de trabalho e inclusão social. Por analogia ao Mito da Caverna de Platão, pode-se dizer que a educação brasileira está acorrentada nas sombras da caverna. Nessa mesma análise, grifa-se que os surdos sofrem impactos ainda maiores. A difícil adaptação de alunos surdos em escolas e universidades, causa conflitos internos ao portador da deficiência, e isso acarreta por consequência as grandes quantidades de evasões escolares. Além da complexidade na formação dessa minoria no território nacional, essa população enfrentam desafios na adesão do mercado de trabalho, que ainda emite intolerância e preconceito diante dessas diferenças individuais. Dessa forma, a realidade em que se encontra o surdo no Brasil se faz complexa e caótica. Embora a inclusão social seja um projeto estatal, a sua prática se faz utópica diante das situações em que os deficientes auditivos são expostos no ambiente escolar, como por exemplo, a ausência de profissionais especializados e estruturas dedicadas ao surdo. Dito isso, é de extrema necessidade a quebra das correntes das cavernas em busca de um futuro mais humanizado. Portanto, medidas são necessárias para combater o impasse. É preciso que a educação seja priorizada no país, para que a formação de surdos seja ampla e qualificada. Cabe ao MEC, Ministério da Educação, o investimento na qualidade de profissionais, como professores de libras, língua de sinais, e criação de estruturas tecnológica escolares a fim de uma melhor adaptação, É de responsabilidade do MEC também, a conscientização e informação popular, por meio de recursos midiáticos e palestras em escolas a respeito da importância de ter esses deficientes no mercado de trabalho e inclusos na sociedade, para que a igualdade passe a ser uma realidade no Brasil.