ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 24/10/2018
Para ampliar a conscientização de todos, alguns temas devem estar sempre em pauta. É inegável que há um enorme preconceito e descaso em relação aos deficientes auditivos no Brasil, principalmente quando o enfoque é a educação. A Constituição Cidadã de 1988 assegura no artigo 27 educação inclusiva de qualidade aos deficientes, entretanto, não é o que acontece. Nesse contexto, fica não só explicito a ineficácia e negligência governamental, mas também o preconceito da sociedade.
Sob esse viés, pode-se apontar como um empecilho à implementação desse direito, que apesar de reconhecido por mecanismos legais, não se faz presente. Apesar do Poder Público ter, no mínimo, incluído o ensino de Libras à grade curricular pública, devido a falta de fiscalização e de políticas públicas rigorosas há um declínio de matrículas nas escolas. Este fato está intimamente ligado a realidade de que são poucos os profissionais capacitados a dar aulas inclusivas e proativas dominando a linguagem de sinais. A consequência é o declínio nas matrículas de surdos na educação, segundo o INEP aproximadamente 4 mil surdos deixaram de frequentar a educação básico nos anos de 2010 a 2016.
Outro aspecto que ilustra este cenário é o preconceito da social que, infelizmente, ainda é um grande impasse à permanência dos deficientes auditivos nas escolas. A discriminação contra os surdos é apenas mais um reflexo do enaltecimento de padrões criados pela sociedade, padrões calcados na ideia de que deficientes auditivos tem menor capacidade e serventia a sociedade. E então, estes vão sendo excluídos do circulo social pelos demais dificultando sua inserção social nas escolas e posteriormente no mercado de trabalho.
Portanto é necessário que medidas sejam tomadas para solucionar esse prolema. Cabe ao Ministério da Educação(MEC) o desenvolvimento de projetos que incluam a Escola e a comunidade para promover palestras e atividades lúdicas a respeito dos direitos e do cotidiano dos surdos, valorizando a formação de cidadãos que respeitem e prezem as diferenças. Além disso, é fundamental que o Poder Público destine maiores investimentos para a capacitação de profissionais da área da educação. Paralelamente a isso, cabe também ao Estado promover parcerias público-privadas para uma maior inserção deste grupo social no mercado de trabalho. Desta forma, poderemos vencer os desafios para a formação educacional dos surdos no Brasil.