ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 26/10/2018

É incontrovertível que a displincência com relação a formação educacional de surdos reincide no panorama social contemporâneo brasileiro. Nesse sentido, mediante fatores governamentais e a contundente educação a problemática perpetua-se no país. Urge, portanto, a necessidade de ver para prever e prever para prover, conforme afirmado August Comte -sociólogo clássico-, ou seja, conhecer a desafiadora realidade de modo a antecipar seus acontecimentos em prol da solução.

Primordialmente, vê-se que a justiça, no atual cenário, é um paradoxo do seu sentido literal sendo, na verdade, sinônimo de injustiça, ao favorecer apenas uma parcela populacional. Dessa maneira, observa-se que a exclusão dos surdos denota a presente injustiça, visto que ,no ambiente escolar, ocorre a ausência de investimentos públicos destinados a inclusão e formação dos deficientes auditivos, fere, portanto, a anomia. Segundo Aristóteles, a base da sociedade é a justiça o que certifica a ordem, entretanto, percebe-se a anomia social no Brasil, devido ao desprovimento de justiça, principalmente, em relação aos surdos.

Cabe salientar, outrossim, que a falha educacional corroba com os desafios, ao passo que acentua efeitos excludentes. Assim, é intrínseco inferir que a estrutura educacional pedagógica tem proporcionado a dificuldade de formação dos surdos, haja vista o preconceito perceptível dos alunos- não surdos- para com os portadores de surdez, os quais são afetados pelo sentimento de impotência, depressão e baixa autoestima. De acordo com Immanuel Kant: " O ser humano é aquilo que a edução faz dele", diante do exposto, denota-se que para ocorrer um maior acesso dos surdos, em âmbitos acadêmicos, é fundamental trabalhar, por meio do ensino, com a receptividade dos outros alunos de forma a amenizar preconceitos, já que homem é reflexo da educação.

Portanto, a injustiça atrelada a educação falha dos brasileiros contribuem para prever de forma inercial o ampliamento dos desafios, caso não haja ação, logo, é mister prover a resolução dessa questão. O Ministério da Educação- responsável pela política nacional de ensino- deve promover campanhas, por meio de paletras que visem o respeito aos surdos e incentive o apredizado de libras a todos os alunos, com o objetivo de facilitar a inclusão. Destarte, com o intuito de  proporcionar a facilidade da formação educacional dos surdos, os quais encontrarão um local de ensino dotado de respeito e de injustiça erradicada.