ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 26/10/2018
A Constituição Federal, outorgada em 1988, garante o acesso à educação como um direito universal, para todos os cidadãos. Contudo, tal situação torna-se complexa para estudantes surdos, uma vez que, precisam do acompanhamento constante do intérprete da linguagem brasileira de sinais (Libras), dessa forma, podendo interferir na construção do senso de autonomia, pilar fundamental na formação estudantil.
Além disso, seus colegas de classe precisam ser agentes de mudança, criando formas de aproximação e o senso de pertencimento. Sendo assim, algumas escolas incentivam seus alunos a desenvolverem projetos que aprimorem o aprendizado dos discentes surdos.
De mesmo modo, os aulistas dos Institutos Federais, desenvolvem dispositivos úteis para uso dentro da sala de aula, bem como no mercado de trabalho. Por exemplo, aparelhos que traduzem Libras. Certamente, são ferramentas que fortalecem a independência do indivíduo nas escolas e futuramente no mercado de trabalho. Visto que, entre 2% a 5% dos cargos de certas empresas, deverão ser ocupadas por pessoas com alguma deficiência.
Portanto, as dificuldades enfrentadas pelos estudantes surdos não devem ser negligenciadas, mas vistas como oportunidades de desenvolvimento da sociedade. Para o sociólogo Émile Durkheim, as diferenças são complementos, geram interdependência e o reconhecimento da função de cada pessoa, por conseguinte, evoluindo a comunidade para uma “Sociedade Orgânica”, como foi denominada por Durkheim.
Diante dos fatos supracitados, seria interessante que o Ministério da Educação, por meio de parcerias com grandes empresas, desenvolvesse um fundo monetário público-privado, destinado a patrocinar projetos que aperfeiçoem a independência e autonomia dos estudantes surdos, de tal forma, garantindo sua função social de estudante ativo.