ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 29/10/2018
Segundo o filósofo iluminista Jean Jacques Rousseau “O homem nasce livre e por toda parte encontra-se acorrentado”, sendo essas correntes para surdos, ao contrário do que muitos acham, não a surdez, mas sim a insistência por parte da sociedade e órgãos públicos em não compreender tais indivíduos e suas reais necessidades. No Brasil, isso reflete-se tragicamente no sistema educacional, onde a falha de comunicação entre os deficientes auditivos com os docentes e demais alunos é uma barreira para a plena inclusão desses a um dos mais básicos direito garantidos pela constituição: “A educação, direito de todos e dever do Estado” - Art 205.
Tal premissa é evidenciada pelo despreparo dos docentes em se comunicar com esses estudantes ocasionada por uma lacuna na formação desses profissionais advinda do fato de nem todos os cursos de licenciatura do país apresentarem em sua grade curricular a matéria de libras, haja vista que quando apresentam é opcional. Ademais,mesmo com a presença de intérpretes em sala de aula a falta de conhecimento dos professores sobre as especificidades de ensino aos surdos agregado a um número relativamente alto de alunos por sala tornam o aprendizado desses indivíduos deficitário.
Aliado a esses problemas pedagógicos sofridos por esses deficientes está o desconhecimento dos colegas de turma tanto de libras, quanto de da surdez em si, levando-os ao isolamento pela dificuldade em se comunicar e/ou por sofrerem atos preconceituosos potencializados pelo bullying. Esses tipos de situação prejudicam a assimilação dos conteúdos por esses estudantes, por meio do desgaste emocional, tornando a escola um ambiente desagradável e podendo os levar a sair da instituições /ou não continuar os estudos após o Ensino médio.
Em vista do supracitado, cabe ao governo, a fim de enfrentar a falha comunicativa entre surdos, docentes e demais alunos, através do Ministério da Educação instaurar a obrigatoriedade do ensino de libras nos cursos de licenciatura de e no ensino básico público com o intuito de que haja efetiva comunicação entre os agentes sociais citados de maneira a naturalizar a convivência e impedir atos de desrespeito.Além disso, o mesmo órgão deve introduzir à formação dos professores disciplinas de sobre as necessidades dos deficientes auditivos para a garantia do pleno aprendizado desses indivíduos por meio de uma educação realmente inclusiva.