ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 29/10/2018

A exclusão de pessoas portadoras de alguma deficiência é uma prática que se perpetua há milênios. Durante a Antiguidade Clássica, por exemplo, os espartanos sacrificavam esses indivíduos por não considerá-los ‘‘úteis’’ para realizarem as atividades da pólis. Paralelamente, hoje, convive-se com formas análogas dessa discriminação, apresentada como os desafios para a formação de surdos no Brasil. Em suma, tal problemática é fruto da segregação e da negligência.

Primeiramente, consta-se, que durante o processo pedagógico, indivíduos surdos são segregados dos demais. Isso ocorre porque grande parcela das escolas e universidades comuns não apresentam infraestrutura adequada para fornecerem uma educação inclusiva. Logo, esses alunos são afastados desses ambientes e realocados em instituições especiais. Embora, esses locais possibilitem um ensino de qualidade, por outro lado, essa prática promove um ‘‘apartheid’’ social.

Em segunda instância, vale ressaltar que a negligência do Estado também é um empecilho para a resolução do problema. Assim sendo, foi somente em 2002 por meio da Lei n° 10.436 que Libras - a Língua Brasileira de Sinais - foi reconhecida como segunda língua oficial. Nessa perspectiva, nota-se, que por muito tempo o Estado se manteve omisso na asseguração de direitos da comunidade surda.

Infere-se, portanto, que é preciso confrontar os desafios para a formação educacional de surdos no país. Desse modo, cabem à Secretaria de Direitos Humanos em conjunto com o Ministério da Educação fornecerem uma educação mais inclusiva. Isso deve ser feito mediante a fiscalizações, as quais exijam que escolas e universidades se mantenham capacitadas e aptas para receberem esses estudantes - com o auxílio de profissionais especializados e materiais didáticos. Assim, será asseverado o direito à educação como rege a Constituição e uma sociedade mais integrada.