ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 30/10/2018
Na Alemanha Nazista pessoas com deficiência eram exterminadas, no intuito de formar uma raça perfeita, pura. De maneira similar, mas não tão desumana, hodiernamente os surdos de certo modo são excluídos, vide o processo educacional brasileiro, o que leva a depreender que há uma periferização do Estado em relação a questão e também há preconceito da própria população.
Primeiramente, sabe-se que na conjuntura atual de leis inclusivas, por exemplo o Estatuto da Pessoa com Deficiência, o Brasil é um modelo a ser seguido, no entanto na prática somente pequena parte destas é posta em seu devido vigor. Isso se relaciona ao conceito de Poel Sartre, “a violência de qualquer maneira que se manifeste é uma derrota”, nesse sentido negligenciar uma educação de qualidade, por meio da falta de professores especializados em Língua Brasileira de Sinais (Libras) e tecnologias acessórias no âmbito escolar aos surdos, é uma grande violência do Estado para com o essa classe e também a Constituição Federal.
Outrossim, há em grande parte da sociedade um ideário de que pessoas com deficiência não têm a capacidade de exercer atividades ditas cotidianas. Desse modo, a própria família do deficiente auditivo não o apoia em suas atividades escolares, o que pode acarretar, no caso em que um indivíduo sofre preconceito no âmbito educativo, em abandono de tais atividades, que são essenciais para a formação do ser humano.
Portanto, O Estado deve proporcionar melhor educação aos surdos, por meio de maior destinação dos impostos arrecadados a escolas, para que essas proporcionem aos professores entendimento mínimo da Libras e tenham melhor infraestrutura física e também profissional para os alunos especiais. Espera-se, com isso, que a evasão escolar de deficientes auditivos diminua, que a educação pública a esses seja de qualidade e, assim ter-se-á uma melhor qualificação profissional.