ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 01/11/2018

Lei de enfeite

Em todos os aspectos, a educação para deficientes auditivos é garantida pela Magna Carta da Constituição de 1988. Entretanto, não é isso que vemos atualmente na realidade brasileira. À cerca disso, a falta de profissionais capacitados aliado ao bullying sofrido pelos surdos caracterizam barreiras que impedem a excelência na formação educacional especial.

Em um primeiro plano, a pouca oferta de profissionais capazes de dar aula em libras frusta muitos estudantes deficientes. Com isso, ocorre um crescimento exponencial nos casos de evasão escolar. Desde 2012, mais de dez mil surdos deixaram as salas de aulas, atrapalhando sua chegada à universidade além da consequente dificuldade de obter emprego. Em suma, a falta de profissionais e escolas especializadas elevam o número de analfabetos como também o de desempregados.

Ademais, o bullying se mostra como um problema que atrapalha a vida escolar de alunos especiais. Mesmo que, desde 2015 a lei 13.185, que prevê o combate a intimidação sistemática, esteja em vigor, não se vê um resultado concreto, em sua totalidade, trazendo prejuízos no aprendizado e até à saúde.

Portanto, o Ministério da Educação deve tornar obrigatório o curso de libras nas licenciaturas, por meio de uma lei que visa a obrigatoriedade dos professores saberem a segunda língua oficial do Brasil, com a criação de cursos presenciais ou à distância sobre libras, salário à cima da média para professores de alunos especiais e a criação de mais escolas especiais, o que diminuiria o bullying, visto que todos os alunos terão a mesma deficiência. Espera-se assim, com isso, fazer valer aquilo assegurado na constituição.