ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 06/11/2018

No Brasil, durante o período imperial, foi criada a primeira escola para surdos. Porém, foi necessário quase um século e meio - mais precisamente em 2002 - com a sanção da Lei nº 10.436 para que a Língua Brasileira de Sinais (Libras) fosse reconhecida como segunda Língua oficial no país. Nesse cenário, surge a problemática da formação educacional dos moucos, seja pela falta de investimento em educação bilíngue, seja pela falta de conhecimento em Libras pela população brasileira no mercado de trabalho.

Segundo Immanuel Kant, a educação é a melhor forma para o progresso da humanidade. Sendo assim, de acordo com a Lei nº 13.146, o sistema educacional inclui as pessoas com deficiência - entre elas os surdos. No entanto, a matrícula de deficientes auditivos na Educação básica vem diminuindo entre os anos de 2011 a 2016 (Fonte Inep), tanto em classes comuns quanto especiais. Dessa forma, o princípio da universalização do conhecimento não está sendo comprido, diminuindo a oferta da educação bilíngue.

Há, entretanto, outro agravante: o mercado de trabalho, uma vez que a grande maioria das empresas no Brasil não possuem funcionários para receber e desenvolver as habilidades de pessoas com deficiência auditiva. Nesse sentido, os empregados ficam “perdidos” por não possuírem conhecimento em Libras, nem na graduação, nem como curso após sua inserção no mercado de trabalho.

Infere-se, portanto, a fim de garantir a devida formação educacional aos deficientes auditivos, cabe ao Estado, por meio da destinação de mais recursos, implantar Libras como matéria obrigatória nas Universidades públicas e particulares, além de garantir uma melhor capacitação dos professores e uma maior disponibilização de materiais adaptados. Ademais, pode-se pode-se oferecer incentivos fiscais para empresas que contratem universitários que dominam a Língua de Sinais,  por meio de subsídios e Parcerias Público-Privadas, objetivando  ampliar a participação desse grupo social no mercado de trabalho.. Assim, a inclusão de pessoas com deficiência auditiva pela difusão de Libras deixará orgulhoso o imperador Dom Pedro II pela sua iniciativa.