ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 14/11/2018
A questão dos desafios para a formação educacional de surdos no Brasil não é atual. Desde a Grécia Antiga, portadores de deficiência, não podiam exercer nenhum cargo político, muito menos ter participação educacional, que já era restrita à maior parte da população.
Nesse contexto, é notório que a causa da concepção popular de que portadores de deficiência são incapazes de realizar qualquer atividade, foi difundida por séculos, causando preconceito por parte das pessoas, e sentimento de minoria por parte desses deficientes. E por isso, a problemática deve ser resolvida, pois de acordo com a Constituição Federal, todo cidadão tem o direito de receber educação de qualidade e, concomitantemente, ter participação na sociedade, sem sofrem nenhuma discriminação.
Além disso, o portador de deficiência auditiva deve frequentar a mesma escola que pessoas normais, pois é fator primordial para a interação social desse indivíduo que, se frequentar uma escola especial, automaticamente se sentirá “diferente”, e essa não é a intenção. Afinal, como disserta o filósofo Platão, “O importante não é só viver, mas viver bem”.
Por fim, cabe ressaltar que nem toda a sociedade está preparada para a formação educacional de deficientes auditivos pois, segundo dados do INEP, o número de alunos surdos matriculados em escolas de ensino básico ou especial diminuíram nos últimos 5 anos, mostrando que não há estrutura para recebê - los. Um exemplo é o ensino em Libras, que atende a essa população, como também a carência na formação de profissionais especializados nessa área.
Urge, portanto, que medidas preventivas de inclusão dessa população sejam tomadas, pois são capazes de cursar o ensino superior e trabalhar como qualquer pessoa. Ademais, cabe ao MEC promover palestras nas escolas a fim de conscientizar os alunos a recebê - los de forma amistosa e difundir empatia ao invés de preconceito. Outrossim, é importante que o Governo invista na formação de profissionais especializados nas escolas, e garantir a difusão do ensino de Libras para toda a população e mídia. Dessa forma, as barreiras que impedem a formação educacional de surdos no Brasil e sua participação social serão quebradas, e vencendo esses desafios, teremos uma sociedade mais justa e igualitária.