ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 22/11/2018

Segundo o sociólogo Émille Durkheim, a sociedade pode ser comparada um “corpo biológico” por, assim como esse, ter partes que interagem entre si, exigindo a garantia de todos os direitos do cidadão para que esse organismo seja coeso e igualitário. Entretanto, no Brasil, esse ideal não é uma, tendo em vista que os deficientes auditivos enfrentam dificuldades na concretização de sua formação educacional, fato que representa um problema, sendo necessário analisar os principais desafios que resultam nesse impasse.

Em primeiro plano, deve-se considerar que mesmo com a existência de uma lei assegurando a inclusão dessas pessoas socialmente, isso ainda não ocorre verdadeiramente. De acordo com o site “O Globo”, muitas escolas e universidades não são totalmente adaptadas para garantir o aprendizado, com eficácia, do que é ensinado nessas instituições. A falta de intérpretes e materiais especializados para esse público são um empecilho para a aprendizagem. Sob tal ótica, é inegável afirmar o impacto negativo que isso terá na construção do conhecimento.

Concomitantemente, a subestimação da capacidade de pessoas surdas também é um desafio. Na Antiguidade, crianças em tribos indígenas que nasciam com algum tipo de deficiência, entre elas, a auditiva, eram mortas por acreditar-se que estas não seriam capazes se desenvolver como os outros. Atualmente, esse preconceito ainda é existente, porém, mesmo não resultando na morte do deficiente, ocorre a “esteriotipação” que este não será capaz de aprender. Diante dessa análise, constata-se que o próprio surdo se sente desprovido de potencialidades e habilidades, dificultando assim o processo de formação educacional.

Urge, portanto, a necessidade de mobilizar agentes do Governo. Nesse sentido, o Ministério da Educação deve criar um projeto chamado “A voz da inclusão social”, o qual promoverá pelo menos uma vez ao ano, debates com políticos, psicólogos, educadores e deficientes em escolas e universidades para discutir melhorias a serem colocadas em prática com o objetivo de mitigar ou até mesmo erradicar os desafios para a formação educacional de pessoas com deficiência auditiva. Espera-se, com isso, que o ideal proposto por Durkheim torne-se uma realidade brasileira.