ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 10/12/2018
Durante o regime nazista de Adolf Hitler, o programa de eutanásia “Aktion T4” ficou responsável por eliminar pessoas que não se esquadravam na ideologia de uma suposta raça perfeita.Nesse viés, o regime segregou e exterminou milhares de deficientes, além de disseminar ódio aos considerados “imperfeitos” pelo mundo. Isto posto, esses portadores de deficiência, por exemplo, enfrentam desafios educacionais, o que desvela uma necessidade de intervenções sociogovernamentais para superar a herança nazista.
No contexto atual, apesar de as políticas públicas que visam à integração dos surdos no Brasil, esses indivíduos carecem de estrutura educacional para que tenham acesso à educação de qualidade. Nessa Analogia, a questão da formação educacional da pessoa surda no país não é agravada apenas pela ineficiência das atuais políticas públicas, mas também por questões didáticas que afetam o ambiente estudantil.Assim sendo, os pais de crianças surdas que necessitam de um acompanhamento escolar diferenciado enfrentam empecilhos no ato da matrícula, como a alegação de que não existem vagas ou a necessidade de pagamento de taxas extras para arcar com os profissionais devidamente capacitados.
Outrossim, na circunstância das problemáticas supracitadas, o Estatuto da Pessoa com Deficiência não permite a cobrança de taxas,caracterizando-se uma atitude ilegal e que prejudica a inclusão dos surdos na sociedade. Contudo, é preciso compreender que os professores podem, de fato, não estar devidamente preparados para lecionar na linguagem de Libras. Dessa maneira, o surdo pode ser matriculado na instituição de ensino, mas poderá fica segregado socialmente, encontrando dificuldades para se comunicar com os amigos de classe, uma questão que prejudica a formação social do indivíduo.
Infere-se, portanto, que a problemática discutida necessita ser reduzida. E para isso, o corpo docente das escolas deve passar por cursos de aprimoramento didático, com o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa, para que os professores aprendam a lecionar na linguagem de sinais e para que exista uma comunicação mais ativa com o surdo. Ademais, o Ministério dos Direitos Humanos deve divulgar o Estatuto já mencionado nos canais de televisão aberta, concomitantemente com a “hotline” Disque 100. Isto posto, os pais poderão denunciar os casos de instituições que não cumprem o Estatuto. E por fim, o Ministério da Educação garantir que os alunos aprendam a linguagem de Libras. Destarte, os alunos poderão se comunicar com os surdos, o que diminuirá a segregação social da pessoa surda, além de diminuir os desafios que essa parcela da população enfrenta desde a infância.