ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 27/02/2019

É indubitável, que ao decorrer de séculos, os surdos foram reclusos da sociedade, não desfrutando dos mesmos direitos sociais que as demais pessoas. Na contemporaneidade, ainda que hajam políticas públicas voltadas aos deficientes, não muda o fato de existirem empecilhos à formação educacional de surdos no país.

Em primeira análise, cabe pontuar sobre o preconceito sofrido por esses indivíduos. O físico alemão Albert Einstein, disse a seguinte frase: Triste época, é mais fácil desintegrar um átomo, que um preconceito. A partir disso, evidencia-se a dificuldade de surdos aos meios sociais, as escolas tornam-se palco de sátiras e de bulling. Confirmando o que disse Jean-Paul Sartre, a violência seja ela qual for a maneira que se manifeste, é sempre uma derrota.

Vale salientar, que embora à Constituição assegure aos deficientes, o direito ao aprendizado, na prática, não há um instrumento efetivo, suficiente para facilitar e introduzir à inclusão e ao desenvolvimento desses alunos na escola. A maioria dos educadores não tem domínio de Libras, e nem intérprete em sala de aula, os materiais didáticos voltados a esse público são mínimos, quando comparado à Alemanha. Todos esses fatores contribuem para uma contínua queda no número de surdos, na educação básica.

Diante do exposto, é imprescindível que haja uma intervenção estatal, em relação à educação, com gratificações à professores que além de suas disciplinas regulares, também tenham domínio de Libras, para assim, estabelecer uma melhor comunicação entre professor e aluno. O MEC deve ampliar os instrumentos na estrutura e materiais escolares, visando uma melhor adaptação dos alunos específicos. Palestras e aulas dinâmicas, devem ser feitas com o objetivo de incluir os deficientes desde o primário, diminuindo consideravelmente casos de violência contra surdos e ensinando desde cedo o respeito a diversidade.