ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 25/03/2019

Beethoven foi o pianista que compôs a Nona Sinfonia mesmo sendo completamente surdo e, para isto, foi necessário adaptar seus instrumentos e também a si mesmo para prosseguir na música. Atualmente diversos jovens surdos procuram adequar-se para que seja possível sua inserção no meio acadêmico, mas ainda há grande falta de disseminação da Língua Brasileira dos Sinais e, amiúde, instituições de inclusão não são acessíveis.       No território nacional somente uma parcela insignificante dos cidadãos é habituada com o uso da linguagem dos sinais, uma vez que não é uma disciplina obrigatória nas escolas. Com base nisso, uma exemplificação da árdua comunicação dos moucos seria o fato de poucos alunos sabem se expressar em Libras, fazendo com que os deficientes auditivos se sintam excluídos do ambiente escolar. Essa exclusão dificulta a inserção acadêmica do aluno surdo, fazendo com que seja mais difícil se inserir no mercado de trabalho e posteriormente fique à margem da sociedade.

Além disso, raramente instituições especializadas na inclusão daqueles dotados da surdez são acessíveis, tal fato deve-se ao número de escolas especiais ser baixo. Desse modo, os surdos que possuem maior condição financeira terão acesso ao estudo em uma instituição inclusiva privada, ao contrário dos jovens que possuem menos recursos e não terão acessibilidade à educação em alguma escola pública tão facilmente.

Desse modo, na sociedade atual ainda há grande dificuldade de inserir os surdos no ensino, portanto, o governo federal, juntamente com o Ministério da Educação, deve criar projetos de lei que tornem o aprendizado de Libras essencial na formação acadêmica dos professores, para deste modo transformar em componente obrigatório da grade curricular de escolas públicas e privadas a Língua Brasileira dos Sinais, assim tornando mais acessível a formação educacional dos surdos.