ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 07/04/2019

Desde o Período Colonial, no Brasil, portadores de necessidades especiais, como surdos, foram marginalizados em diversos âmbitos da sociedade pelas diferenças. Na atualidade, a rejeição do grupo ainda afeta seus direitos constitucionais. Sob tal ótica, são problemas gerados pelo preconceito os desafios para a formação educacional de surdos no Brasil, tanto pela infraestrutura precária como pelo ramo carente de trabalho.

Conforme Durkheim, um fato da sociedade é a coercitividade, ou seja, uma pressão externa ao indivíduo para seguir determinado padrão imposto pela sociedade. Nessa lógica, os surdos, por não conseguirem entrar nos padrões físicos, são excluídos da educação de qualidade, desrespeitada no número ínfimo de escolas bilíngues públicas no país. Com base nisso, fica comprometida a formação escolar no percurso acadêmico desses alunos, já que não ocorre a educação sem sua primeira língua, libras.

Além disso, de acordo com Aristóteles, a política serve para promover a felicidade dos cidadãos, portanto, a conjuntura política atual falha com o grupo em seu papel por quase não produzir mercado de trabalho e ainda menos quando é requisitada graduação. Ainda que existam empregos adaptados para deficientes auditivos, os baixos números são infelizes comparados à aptidão da população surda brasileira. Logo, desestimula o ensino superior voltado para surdos ao não disponibilizar sua maior finalidade, trabalho, bem como mantém preconceitos no eixo educacional.

Em suma, são necessárias medidas a fim de atenuar os desafios para a formação educacional de surdos no Brasil. Nesse contexto, o Estado deveria promover a criação de escolas bilíngues voltadas para surdos em todos os estados, com o auxílio de empresas de educação privada, para oferecer um ensino ativo e digno baseado em libras, tendo em vista a educação atual por interpretes, que mantém o estudante passivo da aprendizagem. Ademais, cabe ao cidadão acompanhar os avanços da inclusão, de modo a cobrar as instituições de ensino. Enfim, a partir dessas ações, o presente poderá se distanciar do colonialismo.