ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 12/04/2019

No filme Extraordinário - lançado em 2017 - é exposto o modo no qual as pessoas “especiais” são tratadas no mar da sociedade, observando assim, a forma oprobriosa da integração de Auggie Pullman - personagem principal - na escola. Fora do cinema, é fato que não só crianças como Pullman, mas também as pessoas surdas, passam por esses problemas: questões como a inadequada integração dos indivíduos e a precariedade dos serviços públicos na educação dos deficientes auditivos, tem ganhado mais ênfase na mídia, sendo assim necessário a pautação para melhorias.

Diante do exposto, sabe-se que cerca de 5,1% da população brasileira - segundo senso do IBGE - é formada por surdos. Ademais, 24,5% dos mesmos não são alfabetizados e, concomitantemente, os dados estão ligados na questão da inclusão social. A maioria das pessoas que quase ou são completamente surdas, não se sentem à vontade e acabam sendo excluídas no âmbito escolar, assim facilitando que cada vez mais as mesmas percam a vontade de aprender.

Além disso, deixando de lado a parte humanitária e entrando em questões governamentais, a Declaração dos Direitos Universais da ONU deixa claro que toda pessoa tem direito à educação - conforme Artigo 26°. Assim, correlacionando que a educação deve ser igual para todos, tem-se um desfalque imenso em investimentos na escolarização dos surdos, sendo imprescindível a cobrança perante o governo para mudanças.

Portanto, para que a formação dos surdos seja efetivada, urge que o Ministério da Educação faça adequações na adaptação dos indivíduos em âmbito escolar, incluindo o ensino básico de libras para todos os alunos -como essenciais ao aprendizado - e investindo em mais professores fluentes na Língua Brasileira de Sinais por sala - para que todos interajam e não haja exclusão. Dessa forma, será possível promover a integração de todos e garantir a igualdade, seguindo assim, o final do longa-metragem Extraordinário, onde todos arrumam uma forma de conviver em harmonia, respeitando direitos e diferenças.