ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 14/04/2019

A mente não tem surdez

Os surdos no Brasil só tiverem acesso à educação durante o Segundo Reinado, mas foi somente em 2002 que a língua de sinais foi reconhecida como oficial no país. Por essa razão, durante anos os surdos foram esquecidos pela família e pela sociedade, não possuindo um desenvolvimento e aprendizado apropriados. Ainda hoje, um diagnóstico de surdez deixa a família desestabilizada, o que os leva à procura da escola, que muitas vezes não está preparada para receber esse indivíduo. Por isso, a educação inclusiva ampla precisa ser bem trabalhada e requer esforço de todos.

Assim, inicialmente, a Libras deve ser a primeira língua do surdo e a família necessita aprendê-la para que não haja fragmentos no desenvolvimento da mentalidade do deficiente. Como também, os pais precisam aprender a se comunicar e a como educar uma criança surda, a fim de que tanto suas capacidades e habilidades quanto sua afetividade sejam construídas na sua normalidade, pois a mente não possui surdez.

Contudo, mesmo que a interação social da inclusão seja importante, o Brasil não tem acesso à uma educação realmente voltada às condições especiais dos surdos. Em vista disso, seja pela falta de professores qualificados para lidar com esse tipo de aluno ou de interpretes capacitados para estar dentro da sala de aula regular, a educação inclusiva no Brasil é falha. Desse modo, em muitos casos os alunos surdos são deixados de lado, pois não há realizações de tarefas coletivas com o restante da sala, ou então, são aprovados de séries sem haver um julgamento adequado, gerando assim , iletrados funcionais. Em razão disso, muitas famílias optam matricular seus filhos em escolas especializadas na educação desse público.

Portanto, é possível enfrentar os desafios para a formação educacional dos surdos, porém, a educação inclusiva precisa ser reelaborada, passando a ser qualificada e bilíngue, aonde a primeira língua é Libras e a segunda o Português. Neste sentido, mídia e ONG’s devem realizar propagandas por meio da internet para que as pessoas ao redor do surdo entendam a importância de aprender Libras para a inclusão e desenvolvimento do deficiente, assim como, a capacitação de escolas, professores e interpretes pelo MEC, por meio de palestras e aulas, para que possam atender esse público com eficiência. Por fim, a formação educacional do surdo deve ser plural, uma vez que são cidadãos com direitos, deveres, identidade e cultura.