ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 19/05/2019
“Devemos tratar igualmente os iguais e desigualmente os desiguais, na medida em que eles se desigualam”, assim afirmou o filósofo Aristóteles. Com efeito, mesmo nas sociedades atuais, alguns fatores vigentes acirram certas desigualdades entre os indivíduos. Na educação, de fato, alunos com surdez apresentam maiores dificuldades nesses ambientes, o que leva à necessidade de medidas especiais. No entanto, no Brasil, essas condições não são atendidas, o que não promove a garantida da educação dessas pessoas. Assim, é evidente analisar os problemas sociais e estruturais para, de alguma forma, reverter esse panorama.
Em primeiro lugar, é visível que não existe conscientização da importância desse tema. Nesse sentido, Marshall Mcluhan afirma que “o meio é a mensagem”, ou seja, como informações a respeito dessa problemática são pouco divulgadas, a população tende a não se atentar. Por verdade, é raro que os meios de comunicação de massa apresentem algo sobre esse assunto, o que torna as pessoas mais passivas.
Além disso, é notável que as escolas, como um todo, não apresentam infraestrutura adequada para comportar esses indivíduos. Nesse aspecto, a falta de profissionais especializados, bem como a ausência de salas de aula adaptadas, acaba por criar um estado pleno de desigualdade na condição de aprendizado. Isso porque, como disse Aristóteles, é necessário oferecer tratamento diferenciado para os que necessitam, a fim de apaziguar essa situação. Fato esse, que não ocorre em nosso país.
Destarte, é mister que a análise dessa problemática recai na necessidade de melhorias. Com isso, é possível que o Ministério da Educação invista na criação de workshops com palestras ministradas por especialistas, e cursos de aperfeiçoamento de professores nas escolas. Dessa forma, se garantirá maior informação às pessoas, além de propiciar melhor condição para os professores trabalharem nessa perspecitva. Apenas assim, será posível garantir, de fato, o princípio da igualdade aristotélica dito anteriormente.