ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 23/05/2019

Na antiga Esparta, era comum crianças que nasciam com alguma deficiência terem suas vidas ceifadas, pois, aquela sociedade tinha um pensamento retrógrado de que pessoas deficientes eram um atraso para o grupo. No entanto, apesar dessa prática ter sido superada, persistem inúmeros desafios para a formação educacional de surdos, dentre eles, o despreparo das instituições de ensino e o preconceito social. Assim, hão de ser analisados tais fatores, a fim de que se possa mitigá-los de maneira eficaz.

A priori, é lastimável que instituições de ensino não tenham preparo para lidar com deficientes auditivos; visto que, o artigo 27 da Lei 13.146 presente na Constituição Federal, assegura que pessoas com deficiência tenham direito à educação. Deste modo, diversas pessoas com tal deficiência, se encontram à margem do sistema educacional e sem a oportunidade de desenvolverem seus conhecimentos e habilidades.

A posteriori, outro fator que têm afastado pessoas com falha auditiva do meio social, é o preconceito que perdura ao longo do tempo. Nessa perspectiva, de maneira errônea, esses indivíduos acabam se sentindo inferiores e  buscam isolamento social. Evidência disso, é que, segundo o Inep, entre 2011 e 2016 a quantidade de matrículas de surdos na educação básica têm diminuído ano após ano.

Assim, é mister que o Estado brasileiro tome providências para reverter o quadro atual. Para que indivíduos surdos não permaneçam em situação de decadência, urge que o Ministério da educação - ramo do Estado responsável pela formação civil - crie, através da arrecadação de impostos, campanhas contra o preconceito social à deficientes auditivos e forneça um plano de ensino especializado que favoreça a aprendizagem e inserção dessas pessoas na sociedade. Somente assim, será possível mitigar essa problemática e, em oposição a crença espartana, mostrar que deficientes auditivos contribuem para o grupo tanto quanto os demais cidadãos.

Assim, é mister que o Estado brasileiro tome providências para reverter o quadro atual. Para que indivíduos surdos não permaneçam em situação de decadência, urge que o Ministério da Educação - ramo do Estado responsável pela formação civil- crie, através da arrecadação de impostos, campanhas contra o preconceito social à surdos e um plano de ensino especializado que favoreça a aprendizagem e inserção dessas pessoas na sociedade. Somente assim será possível combater essa fonte de retrocesso e, diferente da ideologia espartana, mostrar que surdos são tão importantes para a sociedade quanto qualquer outro cidadão.