ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 10/06/2019

Na Idade Antiga, havia uma cidade chamada de Esparta, localizada na península do Peloponeso. Sua sociedade era formada basicamente por guerreiros e por isso praticavam a Eugenia:ritual de sacrificar os bebês deficientes, pois não acreditarem que seriam capazes de guerrear. De maneira análoga e dissimulada, isso ocorre com o surdos no Brasil, pois, o grande preconceito da população em julgar sua capacidade e o descaso do governo com sua formação educacional, corrobora, para que muitos desistam de estudar ou nem se quer entrem numa escola.

A priori, nota-se um desafio em relação a mentalidade da população a qual vê os deficientes auditivos de forma inferior.Para Noberto Bobbio, filósofo italiano, o preconceito é uma opinião errônea aceita passivamente sem sem ser refletida racionalmente. No contexto brasileiro - e dos surdos- essa generalização superficial gera esteriótipos que denotam incapacidade a eles, isso é tão constante e recorrente- principalmente na escola, pelo bullyng- que as próprias pessoas com deficiência ( PCD) acabam internalizando essa inverdade, com esse complexo de inferioridade e sem suporte psicológico, muitos deles acabam desistindo da escola, ou frequentando de maneira irregular por não acreditar na possibilidade de exercer uma profissão como qualquer outra pessoa formada.

A posteriori, verifica-se outro desafio enfrentado pelos deficientes auditivos: a negligência estatal,uma vez que este não oferece a devida estrutura e incentivo para os surdos estudarem plenamente. De acordo com o Inep, de 2011 à 2015, a taxa de inscrição de surdos em todos os tipos de escola diminuiu em 28%. Esse fato revela a falta de ação do governo na manutenção da educação que acaba por reforçar o preconceito e a marginalização de pessoas especiais no Brasil. A longo prazo, teremos uma sociedade desigual e mais excludente, que não vê a diferença como algo positivo para evolução do país e sim como algo a ser deixado de lado e esquecido.

Portanto, é mister que o Ministério de Educação e Cultura (MEC) crie campanhas e propagandas publicitárias- principalmente nas redes sociais- no intuito de instigar a empatia e o pensamento crítico em relação ao preconceito, também, nas escolas devem haver nos horários de aula normal, palestras conscientizadoras que discutam com todos os alunos e educadores a situação do PCD na sociedade, seus desafios e dos perigos que o bullyng/descriminação traz sobre eles; além de ser exigido nas escolas pelo menos um psicólogo de plantão que saiba libras.Dessa forma espera-se que o preconceito seja atenuado e o surdos se deem conta de que são os únicos que podem julgar sua capacidade. Em adição o poder executivo deve exigir das escolas: tradutores de libras e se possível professores com o curso tal curso e para isso verbas governamentais serão vinculadas.