ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 10/06/2019

Na história, os deficientes não foram apenas figurantes, mas tiveram que enfrentar dificuldades constantes para mostrarem o seu valor. Outrora, em Esparta, muitos deles foram sacrificados, mas nas artes, Beethoven e Aleijadinho mostraram que os deficientes merecem todo o respeito. No Brasil, iniciativas estão sendo realizadas para enfrentar os desafios em relação à formação educacional dos surdos como, por exemplo, a elaboração de leis que incentivam o acesso à Educação. No entanto, a falta de estrutura nos ambientes escolares e o preconceito social são grandes entraves para o avanço em relação a esses desafios.

Primeiramente, embora a Constituição da República garanta a educação como um direito dos deficientes auditivos, ainda não existe uma estrutura condizente para receber esse grupo no ambiente escolar. Segundo dados do INEP, o número de matriculas de surdos na educação básica vem diminuindo ano após ano. Isso significa que existem algumas barreiras para o acesso ao sistema como, por exemplo, a língua. Aqui, podemos citar a falta de profissionais bilíngues (Português e Libras) para orientar o deficiente auditivo. Porquanto o surdo precisa de uma atenção especial, pois passa por dificuldades que só podem ser sanadas por profissionais preparados para atender a esse tipo de demanda. Ademais, devido a falta de preparação educacional, esses deficientes acabam por perder posições no mercado de trabalho, pois como não receberam a educação necessária para seu desenvolvimento, eles acabam ficando com os empregos de menor exigência acadêmica.

Nessa conjuntura, podemos citar também o preconceito social, o qual os deficientes são submetidos. Nas palavras de Voltaire, “a intolerância é a razão do incapaz”. Assim, os deficientes auditivos são, muitas vezes, vistos como incapazes pela sociedade, devido a sua necessidade especial. Todavia, é o intolerante que não é capaz de perceber o valor social dos surdos. Nesse sentido, podemos contrapor esse pensamento citando Beethoven, o qual ficou surdo e mesmo assim produziu maravilhosas canções, mostrando que a deficiência não nos deixa incapaz.

Portanto, devido à falta de estrutura educacional e ao preconceito enfrentado pelos deficientes auditivos, medidas devem ser tomadas. Nesse sentido, o Ministério da educação deve, por meio de cursos e palestras, treinar os professores e demais profissionais, do ensino básico ao superior, para acolher essas pessoas, trabalhando suas deficiências e evitando a evasão escolar. Uma medida importante seria o ensino de Libras para todos os profissionais de educação. Além disso, a família deve, por meio do suporte psicológico, apoiar essas pessoas para que aumentem sua autoestima e possam se empoderar frente aos desafios que enfrentarão na sociedade brasileira.