ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 09/07/2019

Um dos super heróis mais famosos do universo marvel é o Demolidor, um homem cego que possui os demais sentidos super aguçados e com isso, se torna um defensor da lei. Fora dos quadrinhos, a questão dos deficientes é um tema em pauta no Brasil, pois, apesar de ser assegurada pela constituição, a educação de surdos não se encontra plenamente desenvolvida e acessível, sendo necessários intervenções para resolver a questão.

Até meados do século XIX o uso de sinais era proibido no Brasil e a única forma admitida de educação para surdos era a oralização o que evidencia o preconceito que essas pessoas sofriam, além do atraso proporcionado pelo método, pois os poucos resultados positivos alcançados não se equiparavam aos resultados dos alunos ouvintes. Em 2002 a língua brasileira de sinais (LIBRAS) foi reconhecida como uma língua plena e como segunda oficial do Brasil, isso foi uma grande realização, porem restam problemas a serem resolvidos no que tange a educação da comunidade surda.

Atualmente os surdos possuem direitos a educação tal qual os ouvintes, mas quando conseguem seu acesso na prática se deparam com escolas despreparadas para recebe-los. Ademais, poucas pessoas sabem se comunicar em LIBRAS, o que acaba marginalizando a comunidade surda, que acaba interagindo apenas entre si e não com os ouvintes, que não sabem aonde procurar informações a respeito.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. Em parceria com o MEC, o IBGE deverá mapear os locais com maior número de surdos em cada estado do Brasil e selecionar escolas próximas que receberão tais alunos, além de interpretes e estagiários, visto que os cursos de licenciatura das universidades federais incluem obrigatoriamente atuação em escolas e cursos de libras. Além disso, os professores e interpretes poderão ministrar aulas de libras para os estudantes e membros da comunidade interessados.