ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 08/08/2019
As mãos também falam
Atualmente, mais de 9 milhões de pessoas são completamente ou parcialmente surdas no Brasil; fato esse que demonstra com clareza, a necessidade que o país possui em incluir tais indivíduos na sociedade brasileira. Entretanto, obstáculos como a desvalorização do idioma Libras, usado por deficientes auditivos, e o descumprimento de leis em prol da inclusão dessas pessoas acabam por tornar a inclusão uma missão árdua.
Logo, com a pouca importância atribuída ao segundo idioma oficial do Brasil, muitos surdos acabam tornando-se analfabetos funcionais, devido a díminuta porção de pessoas, inclusive professores, que possuem conhecimento da língua. Sendo assim, além de privados de uma comunicação e educação decentes, esses também acabam por sentirem-se excluídos, muitos até desistindo de seu direito legal ao ensino apropriado, optando pela permanência em ambientes isentos de qualquer estrutura para recebê-los.
Porém, essa situação se encontra longe do ideal, já que desde de 2005, perante a lei, docentes deveriam aprender Libras, assim como escolas deveriam dispor de interprétes em sala de aula, fato esse que não ocorre. Desde que, somente em São Paulo, cerca de 1300 dentre 200 mil docentes são habilitados em Libras e apenas oito cursos universitários possuem exigência do idioma, ou seja, há um número mínimo de profissionais para milhões de pessoas, o que também dificulta a inserção desses docentes no ambiente educacional pelas escolas.
Portanto, para que haja justiça, comunicação e educação decente para todos, o Governo Federal deve fiscalizar as leis já impostas, com visitas regulares a escolas com as normas em execução para que haja uma maior preocupação com o cumprimento das leis. Além de, em junção aos canais midiáticos, incentivar mais universidades para a inserção de Libras em suas grades curriculares, visando o aumento de profissionais capacitados em Libras.