ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 22/08/2019
No filme brasileiro “hoje eu quero voltar sozinho”, o personagem Leonardo, portador de deficiência visual, estuda em uma escola pouco inclusiva, por isso, se tornar dependente da boa vontade dos colegas de turma. Fora da ficção, os deficientes, em questão os surdos, enfrentam diversos desafios para garantir sua formação educacional no Brasil. Fica notório que as dificuldades enfrentadas por essas pessoas está ligada à sua marginalização e a ineficiência do Estado contribui para que o problema permaneça.
A priori, o processo de marginalização significa “confinar a uma condição social inferior, à beira ou à margem do corpo social”. Desse modo, a população dos surdos no Brasil é afetada por essa ação, e por conseguinte, não recebem, na maioria das vezes, uma educação de qualidade. Segundo a etimologia da palavra, educação é o processo de conduzir a um patamar superior. Logo, se presume que, enquanto não houver um bom ensino aos surdos, eles continuarão abaixo da sociedade.
Outrossim, é de responsabilidade da República mudar esse panorama. Dentre esses efeitos, conforme a Constituição Federal de 1998, Art.205, a educação é direito de todos e dever do Estado. Em contraste com a Carta Magna Brasileira, esse direito não é plenamente garantido, um vez que, os surdos ainda enfrentam dificuldades para conseguir se inserir nas escolas. Nesse sentido, faz necessárias medidas que trabalhem esses problemas e seus efeitos na sociedade brasileira.
Torna-se evidente, portanto que caso como o do Leonardo não podem mais ser reflexo das escolas brasileiras. Assim, para que os direitos garantidos pela Constituição Federal sejam colocados em prática, é necessário que o Governo Federal, com ações do Ministério da Educação, insira interpretes da língua brasileira de sinais em colégios e inclua o ensino de libras, por meio da nova base curricular, comum às escolas públicas e privadas, para que as crianças e jovens tenham mais contanto com a língua e com portadores de necessidades especiais, afim de diminuir os preconceitos e a segregação que essas pessoas enfrentam. Enfim, a partir dessas ações, os cidadãos, independente de qualquer deficiência, poderão gozar do direito básico à educação.