ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 03/09/2019

A sinfonia nº 9 de Ludwig Van Beethoven fora composta quando o músico já encontrava-se completamente surdo, dentre outras produzidas por ele entre os 20 anos e 50 anos; período a qual desenvolveu-se a perde auditiva. Neste cenário não incorporavam-se plenamente medidas que buscassem a franca melhoria da qualidade de vida, bem como a integração dos indivíduos deficientes ao cotidiano social. Contudo, o músico alemão exemplifica a qualidade profissional inerente a si, independente da condição ou característica física de deficiência. Em nossa atualidade, os desafios para a educação de surdos no Brasil; vincula-se ao pressuposto de inaptidão do deficiente em termos de aprendizado e a não profissionalização de educadores que assegurem a integração do indivíduo.

Inicialmente, é importante destacar que, o processo de educação deve se dar pela integração dos alunos e suas múltiplas características deficientes e não deficientes, produzindo inicialmente a sociabilidade e o inter-relacionamento de todos. Dada ação propicia o empoderamento de suas peculiaridades em função do ambiente social e na comunidade escolar. A partir desse ambiente, as premissas básicas de Helen Keller fazem-se valer, ao sintetizar que, o resultado mais sublime da educação é a tolerância; provendo um ambiente de sinergia, interconexão e respeito mútuo.

Ademais, Aristóteles ao estabelecer que todo indivíduo tem por base o desejo de conhecer,, é corroborado por Gilberto Freyre ao salientar que se aplicada sem uma finalidade social, a educação é a maior das futilidades. Ambas as premissas constituem os motivadores da educação sobretudo no exercício da educação para todos e afastando algum viés que assegure a ineficiência da aprendizagem educacional do aluno surdo; usufruindo de Beethoven como exemplificação de eficácia educativa, dando subvenção a tantos outros profissionais, graduados, pós-graduados que a partir dos artigos 27 e 28 do direito à educação, devem integrarem-se ao mercado de trabalho.

Portanto, é imprescindível que o Estado intensifique providências que aprimorem o quadro atual. Neste ínterim, é necessário que o Ministério da Educação profissionalize todo o quadro de educadores do Estado e Municípios, à língua brasileira de sinais (Libra), sem distinção a nível escolar a qual este professor exerce suas funções. Isto se dará por meio de cursos de formação docente, preparando-os para serem falantes de português e libras, assegurando sua posterior aplicação e intermédios entre alunos deficientes e não deficientes; além de suscitar o aprimoramento entre professores, desenvolvendo interesse , clareza e funcionalidade educativa.