ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 04/09/2019

“O resultado mais sublime da educação é a tolerância”. Com essa exímia frase, a escritora Helen Keller, primeira pessoa deficiente auditiva a conquistar um bacharelado, sintetiza sua tese de que o conhecimento é essencial para a inclusão de deficientes na sociedade. Apesar de prevista na constituição federal de 1988 a garantia de uma escola inclusiva a todos os indivíduos, na realidade isso não acontece. Por conseguinte, isso ocasiona uma exclusão dessas pessoas nos âmbitos escolares. Dessa forma, medidas são necessárias para a inclusão dos surdos no sistema educacional.

É válido analisar, de início, que uma das causas do preconceito ao deficiente auditivo é a falta de ensino que valorize as diferenças nas escolas. De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, os valores éticos e morais são aprendidos na infância. Consequentemente, se uma criança cresce aprendendo que a discriminação com os surdos é algo normal, ela também irá propagar isso. Dessa forma, é inquestionável que o preconceito com a surdez na sociedade é reflexo da falha no processo educacional. Assim, mudanças são imprescindíveis para a melhoria dessa realidade.

Vale salientar, ainda, que a ausência da visibilidade da surdez dificulta sua inserção social. Segundo, o filósofo inglês, Thomas Hobbes o Estado é essencial para garantir os direitos sociais, pois é regulador dos conflitos humanos. A partir dessa ótica, o governo não cumpre seu papel de beneficiar a sociedade, uma vez que, a falta de campanhas publicitárias sobre a realidade dos surdos no país distancia os deficientes auditivos do panorama social, incluindo as escolas. Desse modo, é necessário evidenciar a problemática dos surdos para incluí-los no sistema de ensino.

Portanto, é fundamental a melhoria na inserção dos deficientes auditivos nas escolas. Em suma, o Ministério da Educação deve por meio de debates, cartilhas educacionais e filmes de curta metragem inserir a problemática nas salas de aula, como também, a utilização de exemplos em palestras motivacionais, histórias como a de Hellen Keller, com a finalidade da aceitação das diferenças para um melhor convívio social. Ademais, a mídia deve dar maior visibilidade sobre a inclusão dos surdos na educação com campanhas educativas nos meios televisivos e o engajamento desse tema em novelas e minisséries, a fim de que as pessoas surdas se tornem mais evidenciadas na sociedade. Assim, será possível combater os desafios da educação inclusiva para os deficientes auditivos.