ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 05/09/2019

Na constituição brasileira, a educação é um direito assegurado para todos, sendo este dever do estado e da família.Porém, esse processo está ameaçado em relação aos deficientes auditivos, que carecem de aprendizado.Logo, para entender o que causa isso, dois fatores se fazem indispensáveis: a falta de profissionais que dominam as libras e a exclusão do ensino desta língua nas escolas.

Sendo assim,pode-se notar que, segundo o Inep, as matrículas de alunos surdos têm diminuído em classes comuns e especiais nos últimos 5 anos.Portanto, tal dado pode ser explicado pela falta de professores e escolas exclusivas, que além de serem poucas, encontram resistência para se manterem abertas, justamente pela falta de apoio e investimento que recebem.Ademais, isso causa um desbalanceamento no mercado de trabalho que tende a evitar funcionários com baixa escolaridade e, consequentemente, os surdos.

Por consequência, os colégios comumente não sabem lidar com alunos com deficiência desse tipo e de forma equivocada, acabam por excluir quem mais precisa.Nesse sentido, para o filósofo estadunidense Richard Sorty:‘‘Se podemos contar uns com os outros não precisamos depender de mais nada’’, e para que isso se torne realidade o ensino básico deveria incluir as libras como língua secundária, assim como o inglês e o espanhol tem sido difundidos.Dessa forma, as próximas gerações já estariam preparadas para se comunicar e estabelecer relações com eles.

Infere-se, destarte, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visam a construção de um aprendizado melhor.Então, o poder legislativo deve impor as instituições e empresas que apresentem pelo menos um falante de libras no recinto e incluir o ensino do idioma, não só para estudantes, mas também para todos os funcionários.Além de realizar uma cota de inclusão, a fim de que, os surdos com formação apropriada possam superar os obstáculos do exigente mercado de trabalho, reintegrar-se na sociedade e aproveitar o direito garantido a eles.