ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 24/09/2019

No período da Idade Média, uma prática comum da sociedade da Grécia era ceifar a vida de bebês que nasciam com algum tipo de deficiência. Felizmente, no mundo contemporâneo tais práticas são inaceitáveis e o respeito à essas minorias é assegurado constitucionalmente. Desse modo, apesar de haverem direitos exclusivos voltados para a formação educacional dos deficientes auditivos, ainda existem grandes desafios a serem superados. Dentre eles está a diminuição do ingresso de surdos em escolas e a escassez de instituições voltadas ao atendimento desse público.

A princípio, convém analisar que o preconceito e a falta de oportunidades no mercado de trabalho são os principais fatores que impedem essas crianças e jovens a se interessarem pela carreira  estudantil e acadêmica. É importante ressaltar que isso ocorre devido à inexistência do uso da Língua de Libras entre a população brasileira, que resulta na falta de comunicação e no isolamento desses deficientes. De acordo com o filósofo Habermas, para se iniciar a resolução de um problema social é preciso investigar a sua  origem, em paráfrase a essa frase máxima, pode-se afirmar que incentivos á difusão da segunda língua oficial  brasileira são um eficaz início para reverter a situação atual.

Além disso, vale ressaltar que o país conta atualmente com uma estrutura educacional precária, no que diz respeito aos deficientes  auditivos. Nesse aspecto, apesar de a primeira escola para meninos surdos ter sido fundada em 1857, mais de cem anos depois as estruturas escolares não atendem nem 50% dessas pessoas. Segundo dados do site de notícias americano BBC news, países que priorizam investimentos em educação são mais bem sucedidos nas áreas tecnológica e científica , além disso têm índices menores de criminalidade e gravidez na adolescência. Nesse contexto, observa-se que o acesso do surdo à educação é extremamente necessário para o desenvolvimento de inúmeros aspectos na sua vida como cidadão, possibilitando a colaboração digna do indivíduo em vários setores da sociedade, assim como ocorre nos países desenvolvidos.

Ademais, é evidente que a inclusão social dos deficientes de audição deve ser tratada com atenção para que as oportunidades sejam uniformes à todos. Para que isso ocorra, cabe ao Ministério da Educação implementar á grade curricular o ensino da Língua de Libras para os alunos e para a comunidade que queira aprender gratuitamente, disponibilizando turmas em horários flexíveis. Desse modo, a interação entre indivíduos surdos e não-surdos se tornará possível e a integração dos mesmos será bem maior. Outrossim, o Governo Federal deverá colaborar oferecendo descontos em impostos para empresas de acordo  com a quantidade de deficientes empregados no estabelecimento, essa medida acarretará interesse maior na contratação desses indivíduos e acarretará inserção no mercado.