ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 26/09/2019

Em meados de 1920, a empresa Walt Disney Animation criou curta-metragens e filmes sem áudio com o objetivo de possibilitar maior acessibilidade e expandir o mercado consumidor. Esse recurso desenvolvido foi importante para a inclusão dos surdos nos diversos ambiente à época, entretanto, esse produto era novo e portanto, caro - o que corroborou para a distinção (social) regressiva existente. Desse modo, torna-se indubitável a relevância do debate sobre os desafios para a formação educacional dos surdos no Brasil.

Em primeiro lugar, é preciso salientar que a população brasileira -principalmente os surdos- sofrem pelo baixo investimento aplicado no setor educacional. A falta de recursos, como o déficit de instituições com profissionais que ensinam Libras, é um dos fatores negativos que corroboram para o baixo desenvolvimento ideológico e social desses indivíduos que apresentam debilitações. Ademas, o Brasil, infelizmente, tem cerca de 150 anos ,apenas, de investimento nessa temática, ao passo que os países de primeiro mundo já desenvolviam desenhos e meios que auxiliavam na progressão intelectual dos surdos, há mais de 200 anos.

Em segundo lugar, observa-se que essa indevida dicotomia social vai contra a premissa pautada na Constituição Federal -todo cidadão tem direito a Educação. Diante disso, permite então, questionar a falta de mecanismos existentes para assistir o deficiente na sociedade contemporânea. Dados como a ínfima taxa de locais que possuem ambientes de trabalho com aparelhos assessoriais e aparativos, distância o país do 79º lugar com o melhor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano). Por mais que esse índice coloque o Brasil entre as melhores regiões, a realidade degradante dos surdos se diverge drasticamente desse contexto.

Em virtude dos fatos mencionados, logo, torna-se essencial criar a ideologia contrária a segregação educacional dos surdos. Desse modo, o Ministério da Justiça com o apoio monetário, investirá 30% a mais que o capital já proposto à prefeitura, tal qual, rente ao Instituto Nacional de Educação de Surdos, aplicarão a verba em maiores produções de S.A (Sistemas Auxiliadores) e construções de ambientes propícios aos deficientes. Produtos, como o Sistemas de Braille e construções de locais de apoio profissional adequados, poderão ajudá-los à se desenvolverem devidamente, pois serão implementados em todas as cidades e escolas. Assim, os desafios para o desenvolvimento do cidadão brasileiro debilitado será, a médio e longo prazos, reduzidos, já que o fim seria utópico.