ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 27/09/2019
A primeira escola para surdos no Brasil foi criada ainda em 1857. No entanto, apesar da iniciativa de Dom Pedro II, atualmente, os desafios para a formação educacional dessa parcela, coloca em risco os seus direitos civis. Logo, constata-se a inércia da situação, seja pelo descaso estatal, seja pelo preconceito enraizado na sociedade.
É indubitável que falta estrutura nas escolas do país para melhor atendimento desse público. De acordo com dados do INEP, é notório a diminuição do número de alunos matrículados nos centros de ensino. Nesse contexto, a quantidade de escolas públicas que oferecem educação bilíngue não comporta a demanda do Brasil e acaba por marginalizar grande parte dos alunos deficientes. Dessa forma, alguns deslocam-se em busca de um ensino de qualidade, enquanto a maioria desiste do processo de educação.
Ademais, o preconceito enfrentado pelos surdos acresce a problemática. Segundo o estudioso Albert Eistein, é mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito enraizado. Nessa perspectiva, a desinformação de muitos, acerca do papel do surdo na sociedade, pode desencadear um ollhar de inferioridade sobre esse grupo e causar um sentimento de incapacidade nos mesmos. Dessa maneira, é necessário mudar o pensamento supracitado como forma de inclusão do deficiente na sociedade.
Fica evidente, portanto, que é imprescindível o Ministério da Educação destinar verbas para a melhoria das estruturas das escolas públicas, através da contratação de intérpretes da Língua Brasileira de Sinais, a fim de garantir o estudo em qualquer região do país. Sendo relevante, ainda, as escolas e universidades instituirem palestras ministradas por psicólogos, com temática voltada para o papel do surdo na sociedade, em busca de despertar consciência nos alunos e suprimir o preconceito enraizado. Com essas medidas, a campanha iniciada por Dom Pedro II encaminhará para o sucesso e trará frutos para o grupo de surdos do país.