ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 16/10/2019

A Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela ONU - garante a todos o direito à educação e ao bem-estar social. Contudo, os desafios para a formação educacional de surdos no Brasil - causados pelo preconceito enraizado na sociedade, assim como a inação do Poder Público - impossibilitam que essa parcela da população usufrua desse direito universal na prática. Nesse sentido, é necessário que subterfúgios sejam alcançados a fim de amenizar o impasse.

A princípio, é importante destacar o preconceito persistente no corpo social brasileiro como fator crucial para o problema. Apesar de os discursos de eugenia - como o Nazismo - terem acabado há mais de meio século, infelizmente ainda existem resquícios desse pensamento no Brasil hodierno. Isso fica evidente ao se analisar o cotidiano de pessoas com deficiência auditiva, em que a limitação física é, na maioria das vezes, um impasse para a socialização efetiva dessas pessoas, visto que a sociedade ainda tem dificuldade em aceitar as diferenças com normalidade. Faz-se necessário, assim, a dissolução dessa conjuntura.

Ademais, vale ressaltar a negligência governamental como impulsionador da problemática. Sendo o Brasil um país signatário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, seria racional acreditar que a educação deveria ser garantida a todos. Todavia, segundo dados do INEP, houve uma queda de cerca de 3 mil matrículas de surdos na educação básica entre os anos 2011 e 2016. Tais dados revelam a fragilidade das atuais políticas de inclusão de surdos na educação, uma vez que a falta de profissionais qualificados acarreta na segregação desse grupo específico de alunos, que, por sua vez, necessitam de atenção redobrada.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Nesse sentido, é imprescindível que o Ministério da Educação promova um maior suporte aos deficientes auditivos, mediante a alocação de pelo menos um profissional de pedagogia, com especialização em LIBRAS, em cada instituição de ensino. Somado a isso, as mídias de alta visualização - como a Globo - devem conscientizar a população contra o preconceito, por meio de propagandas que incentivem a aceitação das diferenças. Tais ações visam promover uma educação de qualidade aos surdos, assim como combater o preconceito enraizado.