ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 29/10/2019
É evidente que na sociedade contemporânea os deficientes tem adquirido cada vez mais o seu espaço, e com os surdos não é diferente. Basta olharmos ao nosso redor e repararmos a quantidade de cidadãos que aprenderam LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais), pelo simples fato de poder incluir e tornar o dia a dia dessas pessoas mais fácil, inclusive na formação acadêmica delas.
Ao nos depararmos com o artigo 205 da Constituição Federal, veremos que, a educação é um direito de todos, porém, é preciso assegurar que os surdos terão o apoio e a inclusão necessária para aprender o conteúdo pragmático do ano letivo, como qualquer outro aluno.
A LBI (Lei Brasileira de Inclusão) prevê um educador de apoio para todos aqueles que possuam deficiência e estejam matriculados em qualquer nível de ensino, mas a quantidade desses profissionais que são fluentes em LIBRAS é muito baixa se levarmos em consideração o número crescente de surdos que buscam o ensino, seja ele básico ou superior.
Segundo pesquisa realizada no ano de 2010 pelo IBGE (Instituto Brasileira de Geografia e Estatística), apenas 12,3% das crianças surdas frequente o ensino fundamental, isso se deve a três principais fatores: falta de profissionais capacitados, baixa inclusão e o medo/receio por parte da família de que a criança sofra algum tipo de preconceito devido a sua condição.
Em suma, o Governo Federal, por meio dos ministérios da Cidadania e da Educação, deve intensificar ainda mais as campanhas para conscientização da população a respeito dos surdos, seja em locais públicos (escolas, posto de saúde etc.) e capacitar mais educadores de apoio para que todos os deficientes possam ser atendidos, garantindo assim, a educação, a inclusão e a tranquilidade por parte da família dessas pessoas.