ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 22/01/2020
O filósofo Thomas Mores, em sua obra Utopia, idealizou uma sociedade com parâmetros considerados perfeitos, não existindo a exclusão e a injustiça social. Sob essa perspectiva, a realidade brasileira encontra-se distante da idealizada pelo autor, uma vez que os surdos enfrentam desafios para uma formação educação de qualidade e integração ao ambiente comunitário, indo na direção contrária da Constituição de 1988. Nesse cenário, a baixa infraestrutura de escolas, como ausência de professores de Libras, e o preconceito enraizado intensificam o atual contexto.
Mormente, o documentário brasileiro “Inclusão, Educação Ideal?” evidencia a luta dos indivíduos surdos para ingressar ao ambiente escolar e universitário, encontrando barreiras na questão da acessibilidade em integrar o ensino. Dessa forma, a Constituição de 1988 assegura o direito da educação inclusiva, a qual não é vista e enfrenta desafios, como a capacitação de professores no ensino da Língua Brasileira de Sinais e disseminação dessa maneira de comunicação, reforçando o abismo de exclusão. Consequentemente, esse despreparo educacional reflete no meio trabalhista, uma vez que empresas não tem políticas de inserção, além da qualificação baixa desse grupo.
Ademais, ainda é enraizado o pensamento de incapacidade as pessoas portadoras da surdez, o que intensifica os obstáculos para uma formação educacional digna. Segundo o educador Mario Sérgio Cortella: O comportamento humano ético, solidário e altruísta é uma condição essencial ao exercício de cidadania. Desse modo, a sociedade tem ampla participação na busca da inclusão dos surdos, necessitando romper a visão arcaica de discriminação e entender o problema genético não impossibilita de realizar atividades cotidianas. Logo, romper esse atual cenário torna-se cenário com o objetivo de aproximar a realidade brasileira com a idealizada por Thomas Mores.
Dessarte, há diversos desafios para formação educacional digna dos surdos, como infraestrutura de escolas e o preconceito enraizado. Diante disso, o Estado, na figura do Poder Legislativo, deve promover a elaboração de um Projeto de Lei baseado na acessibilidade, a qual busque tornar obrigatório o ensino de Libras em escolas e universidades, por meio da capacitação dos professores e projetos socioeducativos para integrar e compreender as diferenças existentes em locais de grande movimentação, os quais garantam a educação inclusiva de qualidade conforme a Constituição de 1988. Por fim, essas medidas têm a finalidade de romper a visão arcaica enraizada e integrar a todos âmbitos da sociedade e a qualificação ideal.