ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 28/01/2020

“Switched at Birth” é uma série televisiva que fala sobre duas meninas, Bay e Daphne que, ao nascerem, foram trocadas na maternidade. A trama acontece, em parte, entorno da dificuldade de adaptação de Daphne em sua nova vida, devido sua deficiência auditiva. A menina passa por diversos preconceitos e resistências, principalmente quando muda de uma escola pública totalmente integrada, para uma instituição privada da elite que, não é adaptada e não possui nenhum interesse em mudar isso. Fora da ficção, no Brasil do século XXI, ainda é possível encontrar grandes desafios para a formação educacional de surdos no Brasil. Sendo assim, é necessário discutir tal problemática.

Em primeira instância, é preciso entender que, a educação do Brasil não é inclusiva. Isso devido ao fato de que por um longo período, acreditou-se que, a linguagem de sinais não supria todas as necessidades do deficiente, como foi dito pela professora Francislene, autora do livro “Educação de Surdos: formação, estratégias e prática docente”. Apesar de ser uma matéria nos cursos de licenciatura, a maioria dos corpos docentes, não sabe usar a Linguagem de Sinais.

Em segunda instância, é necessário reconhecer que houve um aumento da evasão escolar desse público. Em 2017, cerca de 21.987 deficientes auditivos estavam matriculados em escolas, número que caiu em 20% em comparação à 2012, segundo a professora do curso de comunicação social da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Regiane Lucas.  Isso devido ao fato de que a grande maioria das instituições escolares brasileira não estão preparadas para atenderem as necessidades dos deficientes.

Visto isso e, desejando evitar casos de preconceito e intolerância como na série supracitada, é preciso que o Estado tome providências para diminuir o número de casos como esse. Isso através de projetos de escolas bilíngues, nas quais os alunos teriam aulas em Português e em Libras. Ademais, as Instituições Escolares devem promover a integração dos alunos deficientes com os outros alunos, através de campanhas, projetos e trabalhos; nesses, os alunos não deficientes aprenderiam como é a vida de um deficiente auditivo e suas dificuldades. Tudo isso, objetivando melhorar o ensino acadêmico para surdos, conscientizar a população em relação a integração dos deficientes, diminuir a evasão escolar e, consequentemente melhorar a qualidade de vida da população deficiente auditiva.