ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 29/01/2020
Na série televisiva “Switched ate Birth”, é retratada a história de duas jovens, Bay e Daphne que, ao nascerem foram trocadas na maternidade. Parte da trama é envolta da dificuldade de Daphne em se adaptar a sua nova vida, devido à sua deficiência auditiva. A menina passa por diversos preconceitos e resistências, principalmente quando foi transferida de uma escola pública integrada, para uma instituição privada da elite que não é adaptada e não possui interesse em mudar isso. Fora da ficção, no Brasil, ainda é muito comum encontrar grandes problemas em relação a formação educacional de surdos. Sendo assim, é preciso entender qual é um desses desafios enfrentados e qual a consequência dele.
Em primeira instância, é necessário compreender que a educação brasileira não é inclusiva. Isso devido ao fato de que por um longo período acreditou-se que a Linguagem de Sinais não supria todas as necessidades linguísticas dos deficientes auditivos, como foi dito pela professora Francislene no livro “Educação de Surdos: formação, estratégias e prática docente”. Apesar de ser uma das matérias do curso de licenciatura, a maior parte dos corpos docentes não sabe usar a Linguagem de Sinais.
Em segunda instância, é preciso reconhecer que houve um aumento de evasão escolar desse público. Em 2017, cerca de 21.987 deficientes auditivos estavam matriculados em escolas, número que caiu em 20% em comparação à 2012, segundo a professora do curso de comunicação social da Universidade Federal de Minas Gerais, Regiane Lucas. Tal fato acontecimento é gerado devido a falta de preparo das instituições para receber alunos com necessidades especiais. A grande maioria das escolas não possuem aulas bilíngues nem disponibiliza tradutores.
Visto isso e desejando evitar casos de preconceito e intolerância como na série supracitada, é preciso que o Estado tome providências para atingir esse objetivo. Isso por meio de projetos de escolas bilíngues, nas quais os alunos teriam aulas em Português e em Linguagem de Sinais. Ademais, as Instituições Escolares devem promover a integração dos alunos deficientes com os outros alunos pelo intermédio de trabalhos, campanhas e projetos que visassem mostrar aos alunos ouvintes auditiva como é a vida de um aluno não ouvinte.Tudo isso objetivando melhorar o ensino acadêmico para não ouvintes, conscientizar a população acerca da importância da integração dos surdos, diminuir a evasão escolar dessas pessoas e, consequentemente, melhorar a qualidade de vida da população que possui deficiência auditiva.