ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 11/03/2020

Contemporaneamente, os surdos têm dificuldades de terem uma formação educacional efetiva. Esse infortúnio é gerado, ora pela insuficiência de profissionais capacitados em libras, ora pelo preconceito, o qual é fator de desestímulo ao oferecimento de profissionais em mais escolas. Logo, remediar tal problemática é imprescindível.

Assim, o primeiro problema é ter-se profissionais fluentes em libras. Isso se deve em parte à grade curricular das formações dos professores. Na formação desses, há obrigatoriedade da libras como disciplina. Nas outras formações acadêmicas, a libras é optativa. Porém, mesmo sendo obrigatória para o magistério, a carga horária é pequena para a fluência. Dessa forma, o profissional não estará apto a atender as necessidades educacionais dos surdos.

Ademais, Hanna Arendt, filósofa alemã, prega a diversidade para a construção de uma sociedade feliz e justa. Porém não é o que se vê na educação dos surdos. Aqui, o preconceito exerce papel importante para a exclusão deles nos sistemas educacionais. No primeiro plano, as famílias o vêem como  doente. Assim, elas acham infrutífero colocá-lo em uma educação formal e pensam que o surdo não tem capacidade de aprender. No segundo plano, os colégios não os integram às suas classes regulares devido aos demais estudantes não lidarem bem com os diferentes, como se vê, por exemplo, no trato daqueles com discentes autistas.

Portanto, considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter a situação. Assim, o MEC deve investir na formação dos futuros docentes, aumentando a carga horária da disciplina de libras, com fito de se ter profissionais fluentes em libras, e criando novas disciplinas curriculares que discutam a inclusão de surdos nas escolas e preparem de forma apropriada os estudantes dos cursos de licenciatura. Dessa forma, será possível garantir uma educação que, de fato, integra indivíduos e promove a plena construção de conhecimentos. Só então seremos uma sociedade que promove a igualdade de direitos.