ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 04/05/2020

Incluir para não excluir

A educação no Brasil, principalmente, a pública, tem tido muitas dificuldades, como a falta de investimentos e de infraestrutura. Apesar do panorama educacional ter se desenvolvido, englobando as linguagens, a acessibilidade à internet, a arte, ainda há muito o que ser feito. Instituições Educacionais não possuem profissionais, educadores qualificados e materiais para uma formação especial de portadores de deficiência.

Além disso, séries produzidas pela “Netflix”, como “Atypical”, tem debatido e orientado jovens e adultos sobre crianças autistas, mostrando a visão da família que enfrenta dificuldade de se comunicar com seu filho, além da escola que ao invés de auxiliar, marginaliza, exclui e dificulta essa educação. A realidade de muitas crianças e jovens surdos não é diferente disso.

Apesar da implementação de uma educação especial em colégios públicos, não há uma preparação por parte dos educadores, uma vez que há falta de uma equipe multidisciplinar, como fonoaudiólogos e pedagogos especializados que possam promover a inclusão e a visibilidade de crianças surdas, por exemplo. A consequência disso é que, cada vez mais, famílias não tem matriculado seus filhos e muito menos possibilitado a sua aprendizagem e independência.

Portanto, reiterando Paulo Freire, só a educação pode incluir. O poder público deve investir não só em instituições como o INES, mas também junto com o Ministério da Educação, promover um projeto que vise à inclusão social de portadores de deficiência. Para que isso seja possível, esse projeto deve promover a partir de escolas públicas, junto a uma equipe de professores, fonoaudiólogos e pedagogos, o desenvolvimento de atividades lúdicas, como: brincadeiras, filmes legendados, séries sobre esses assuntos, possibilitando assim, a integração e o respeito às diferenças, além das libras, para que todos possam ser respeitados e incluídos como cidadãos.