ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 26/06/2020
No atual momento de isolamento social devido à pandemia de Covid - 19, as “lives” estão sendo muito utilizadas para transmissões de shows e palestras. Com esse recurso, é colocado um intérprete de Libras (Língua Brasileira de Sinais) para traduzir o que está sendo falado ou cantado. Apesar dessa maior inserção, na realidade brasileira, os surdos enfrentam muitas dificuldades para conseguir uma formação educacional. Nessa perspectiva, a discriminação e a negligência governamental em propiciar a inclusão no sistema de ensino são os principais entraves dessa população no pais.
Em primeiro plano, as pessoas com surdez sofrem muito preconceito em meios escolares, acadêmicos e de trabalho. De acordo com o filósofo e sociólogo Émile Durkheim, a sociedade influência nas escolhas e ações de um indivíduo. Nesse ínterim, as maiorias sociais - por causa de sua convivência em conjunto -, ao se depararem com um sujeito que foge do que é considerado normal, tendem a oprimir e excluir esse ser humano de diversas atividades que o consideram incapaz de conduzir. Dessa forma, os moucos são rotulados e prejudicados por grande parte da população brasileira, sendo isso uma intransigência ao próximo.
Ademais, há o descaso do governo em assegurar a existência de uma educação voltada à adesão dos indivíduos com surdez em um ensino especializado. Segundo o filósofo grego Aristóteles, as desigualdades precisam ser consideradas para que a sociedade seja integrada, ou seja, os iguais devem ser tratados como iguais e os desiguais como desiguais. Sob essa visão, os indivíduos moucos necessitam de um ensino assistivo, com professores capacitados e aulas diferentes das que são lecionadas para os indivíduos que não apresentam problemas auditivos. Por conseguinte, a negligência do Estado em garantir uma educação especial e inclusiva para os surdos é impulsionadora de sua maior dificuldade em quebrar as barreiras profissionais ao longo da vida no ambiente brasileiro.
Portanto, os fatores que condicionam as problemáticas na formação educacional dos surdos no Brasil devem ser combatidos. Por isso, é necessário que o Ministério da Educação - órgão responsável pelas políticas públicas educacionais - capacite professores e outros profissionais educadores, por meio da exigência de que todos esses trabalhadores recebam cursos para se tornarem fluentes em Libras, além da disponibilização de materiais e recursos tecnológicos que os auxilie no processo de ensino especializado em pessoas com surdez, buscando integrá-los ao meio do conhecimento. Além do mais, é precisa a ação da mídia para promover a conscientização da tolerância e do respeito que essa população tem direito. Com isso, espera-se que a maior inclusão que está havendo nas transmissões ao vivo seja também garantida na esfera educativa.