ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 13/05/2020
Como está previsto pelo Artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, “Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos”. Dessa forma, a educação dos surdos no Brasil se faz imprescindível para o cumprimento do direito do cidadão. Entretanto, no país essa ainda não é a realidade de parte dos deficientes auditivos do país, sendo que as escolas nacionais enfrentam sérias dificuldades ao gerenciar esses alunos especiais. Desse modo, é necessário que o Estado busque, de forma efetiva, reverter esse cenário.
Segundo Nelson Mandela, “A educação é a arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo”. Assim sendo, para que a educação da população surda seja efetiva, é necessário que as escolas do país ofereçam profissionais capacitados para lecionar a esses indivíduos deficientes, o que nem sempre acontece. Por conseguinte, caso esses docentes não tenham a capacitação para o conhecimento do dicionário de libras, os surdos podem ficar extremamente prejudicados em sua formação educacional, o que pode comprometer sua vida profissional e levá-lo até mesmo a evadir da escola.
Além disso, como dito pelo filósofo chinês Confúcio, “Não corrigir nossas falhas é o mesmo que cometer novos erros”. Logo, com essa afirmação é possível entender a necessidade de reverter o cenário descrito anteriormente, visto que caso nada seja feito, os surdos estarão cada vez mais propensos a se isolarem da sociedade por causa de sua dificuldade em interagir no ambiente escolar. Ademais, caso os colégios continuem a segregar os alunos sem deficiência dos com algum tipo de limitação, novamente, estará sendo violada a declaração dos direitos humanos que prevê a igualdade em direitos.
Portanto, fica evidente a necessidade de uma intervenção do Estado nesse cenário. Sendo assim, é necessário que o Ministério da Educação forneça um curso de libras aos professores que vão ingressar no sistema público de ensino, de modo a capacitar esses profissionais para o devido contato com os surdos nas escolas e assim os deficientes auditivos tenham o devido engajamento no ensino. Outrossim, é necessário que as escolas do país atualizem seus modelos pedagógicos, de modo a promover a inserção dos surdos em classes comuns e não em salas separadas, para que assim os deficientes auditivos não sejam segregados do ambiente comum da escola.