ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 13/05/2020

De acordo com dados oferecidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 5% da população brasileira é formada por surdos, número equivalente a 10 milhões de pessoas. Por mais que seja um número elevado, a educação não tem alcançado a todos, justamente pela falta de investimento na contratação de profissionais adequados, gerando diversas dificuldades na formação educacional de surdos.

Inicialmente, é notório que a ausência de investimento na admissão de profissionais capacitados, através da língua de sinais, somado à inserção de materiais adequados é prejudicial, pois retrocede a aprendizagem de muitos estudantes, tirando-lhes o direito a uma educação mais inclusiva. De acordo com o Artigo 54, III do ECA, é garantido atendimento educacional especializado aos portadores de deficiência.

Posteriormente, essa falta de preparação, dificulta, sobretudo, o aluno surdo, pois além de impedir sua formação, dificulta o processo de socialização, fazendo com que esse indivíduo seja isolado e até discriminado, seja no âmbito escolar ou na sociedade em geral. Por esse motivo, muitas famílias optam por não realizar a matrícula dos mesmos. Estudos realizados pelo INEP apontam que, com o passar dos anos, o número de alunos surdos matriculados, foi reduzido de 25 mil para aproximadamente 20 mil.

Portanto, seguindo a linha filosófica de Helen Keller, “maravilhoso é ouvir com a alma”. Diante disso, cabe ao Governo Federal, junto ao Ministério da Educação, atuar na contratação de profissionais da língua de sinais, desde os ensinos iniciais, até os mais avançados, auxiliando não só aos alunos surdos, mas todos os estudantes, para que haja uma educação mais inclusiva e acolhedora.