ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 28/06/2020
Na Grécia Antiga, em específico na polis Esparta, o casal deveria apresentar seus filhos aos anciões da cidade, se esses indivíduos notassem que o bebê apresentava algum tipo de deficiência essa criança era morta, jogada de um precipício ou por afogamento. Atualmente, pessoas portadoras de algum tipo de deficiência já conquistaram espaço na sociedade, mas ainda é perceptível que a educação no Brasil enfrenta diversos obstáculos para que haja um ensino eficiente aos surdos. Nessa perspectiva, esses desafios devem ser superados de imediato para que uma sociedade integrada seja alcançada.
A educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Hodiernamente, ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido no aprendizado dos surdos no Brasil. De acordo com o INEP, de 2011 a 2016 houve a redução de aproximadamente 5% das matrículas dos deficientes auditivos totais em escolas de educação básica. Diante do exposto, a sociedade não pode aceitar as negligências do estado e permitir que os surdos não tenham um aprendizado eficiente por falta de profissionais capacitados.
Faz se mister, ainda, salientar o preconceito com pessoas surdas, como impulsionador do problema. De acordo com o físico alemão Albert Einstein, “é mais fácil desintegrar um átomo do que o preconceito”. Nesse sentido, percebe-se que o autor exemplifica que os homens não estão dispostos a mudar os seus pensamentos preconcebidos, a população prefere julgar a capacidade das pessoas com apenas um olhar. Diante de tal contexto, é inadmissível que ainda exista julgamento prévio para pessoas com deficiências auditivas completa.
Infere-se, portanto, que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem à construção de um mundo melhor. Seguindo o raciocínio, faz-se relevante que o Ministério da Educação capacite os educadores para instruir os alunos surdos, por meio de cursos e palestras que ensinem a linguagem de sinais. Sendo essas novas didáticas aplicadas por profissionais qualificados e com materiais didáticos apropriados para um melhor entendimento. Visando a promoção de um sistema de ensino mais inclusivo e mais eficiente.