ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil

Enviada em 02/07/2020

Na antiga era Esparta, as crianças que nascessem com algum tipo de deficiência eram assassinadas, por não poderem guerrear a profissão que era a mais importante e reconhecida naquela época. Na hodiernidade, tal rudeza não ocorre mais, entretanto exitem inúmeras dificuldades para preservar aos deficientes, especialmente os surdos, o acesso á educação, por motivo de preconceito ainda enraizado na sociedade e a exiguidade do Estado á questão.

Primordialmente, um obstáculo é o pensamento antiquado de uma grande parte da população, que atua como se os deficientes auditivos não tivessem a capacidade de estudar, e adiante, exercer uma profissão. De fato, tal conduta se associa ao conceito de banalidade do mal, incutido pela socióloga Hanna Arendt : Quando uma atitude agressiva ocorre constantemente, as pessoas param de vê-la como errada. A discriminação contra os surdos no ambiente escolar é um dos exemplos, podendo ser por olhares maldosos ou pela ausência de artifícios para asseverar seu aprendizado. Nessa circunstância, o medo do preconceito, que pode ser realizado até mesmo pelos própios educadores pode ocasionar na desistência do estudo, mantendo o deficiente á margem dos seus direitos, fato que é tão grave e excludente quando os homicídios praticados em Esparta apenas mais dissimulado.

Outro desafio enfrentado pelos portadores de deficiência auditiva é a inobservância estatal, uma vez que o governo cobra das instituições de ensino a existência de aulas especializadas  para esse grupo, ministradas em libras, além da avaliação do português escrito como segunda língua.

Á vista disto,para que os deficientes auditivos consigam acesso pleno ao sistema educacional é necessário que o ministério de educação,em parceria com instituições de ensino,promova  cursos de libras para os educadores,de maneira garantir que as escolas e universidades possam ter turmas para surdos,facilitando o acesso desse grupo ao estudo.