ENEM 2017 - Desafios para a formação educacional de surdos no Brasil
Enviada em 11/07/2020
13 de maio de 1888, dia da abolição da escravidão no Brasil (o último país a realiza-la oficialmente). Com esse marco, a comunidade negra, em sua maioria escrava, estaria livre, podendo formar suas futuras gerações de forma igual aos brancos. Porém, todos sabemos que não foi bem assim. O racismo no Brasil continuou prevalecendo e, até hoje, o vemos presente em nossa sociedade, seja diretamente ou através de resquícios em áreas como: o mercado de trabalho e a educação. A luta contra o racismo não é recente e, através dos anos, muitas ações vem sido feitas para a diminuição desse crime, mas, quais as formas mais eficazes para esse combate?
Assim como grande parte das mudanças sociais, a luta pelo racismo deve passar pelo ensino escolar, indo além do que a lei nº7.716 prevê. A introdução das crianças, não só às culturas afro, como também às indígenas, é uma forma de diminuição desse preconceito. Vale citar também a possibilidade de transformação do ensino através da diminuição do “endeusamento” feito aos povos europeus, visto que, ainda se da muito valor á história europeia, deixando de lado a formação social de outras nações.
Outra ação, agora mais polêmica, que deve ser feita no âmbito social em geral, é a diminuição da visão de que o negro é dependente de ajuda, principalmente estatal. Vemos, no Brasil, a presença de muitas ajudas financeiras às classes sociais mais baixas (como o Bolsa Família), ajuda essa muito bem vinda para a melhora da condição de vida populacional.
Porém, como o próprio professor Paulo Cruz (professor negro, de escola pública, que faz vídeos e entrevistas para internet se posicionando em relação às pautas raciais) diz, hoje em nosso país, ocorrem medidas q não conseguem ajudar em grande escala o combate ao racismo. Uma delas, segundo o próprio professor, é a política de cotas raciais (que se difere das sociais), onde, ao invés de uma melhora do ensino básico público, o estado busca forçar a entrada dos negros nas universidades, formando assim, profissionais incapacitados se comparados a seus colegas. Logo, a comunidade negra se mantém nas classes sociais mais baixas sem ter chances de se erguer.
Assim sendo, vemos que, as tentativas do estado brasileiro em busca da igualdade racial, apesar de serem funcionais na teoria, não apresentam uma resolução ao problema em curto prazo. O governo poderia realizar as ações já citadas através do Ministério da Educação, implantando diferentes políticas principalmente no ensino básico. Já para a população comum, o que nos resta fazer é apoiar a causa nas redes sociais e nas manifestações, para que, algum dia, consigamos acabar com esse mal de nossa sociedade.